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Intervenção no CEFET-RJ é derrotada e diretor eleito toma posse

DEMOCRACIA. Luta dos estudantes foi determinante para fim da intervenção do MEC no CEFET-RJ (Foto: JAV/Rio)

Depois de meses de luta e resistência, finalmente na manhã de hoje (25), o professor Maurício Motta, escolhido em consulta entre a comunidade acadêmica, tomou posse como Diretor Geral do CEFET-RJ, pondo fim à intervenção bolsonarista na escola.  

Por Nicole Viana
Rio de Janeiro


JUVENTUDE – Em agosto de 2019, o Ministério da Educação interviu no CEFET-RJ e nomeou Maurício Aires Vieira como Diretor Geral pro tempore da instituição, contrariando a vontade da maioria da comunidade acadêmica. 

Dessa forma, o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, reconhecido por seu ensino de excelência e referência nacional na formação técnica, se tornou um dos maiores símbolos da interferência fascista e antidemocrática do governo Bolsonaro.  

A gestão golpista foi aos poucos destruindo a instituição por dentro, exonerando os diretores dos campi, devolvendo verba pública para a união, inutilizando os conselhos e tendo como único objetivo sucatear e precarizar a educação pública. 

Depois de meses de luta e resistência, finalmente na manhã de hoje (25), o professor Maurício Motta, escolhido em consulta entre a comunidade acadêmica, tomou posse como Diretor Geral do CEFET-RJ, pondo fim à intervenção bolsonarista e a uma gestão que estava cambaleando por sua incompetência.  

O movimento estudantil foi vanguarda durante toda a luta pela democracia e nas denúncias contra a intervenção. Já no primeiro dia em que pisou em nossa escola, o interventor do MEC foi recebido por uma manifestação com centenas de estudantes que impediram sua entrada. Nos meses seguintes, inúmeras mobilizações foram convocadas em conjunto com os grêmios estudantis antes e durante a pandemia (atos simbólicos e sem aglomerações, estendendo faixas e colando lambes), juntamente com a AERJ e FENET, que foram linha de frente, se somando em todas as atividades e desgastando a intervenção. 

As entidades estudantis também levantaram a bandeira da defesa de um ensino remoto inclusivo que garantisse as condições de estudo dignas, com editais de inclusão digital coerentes com a realidade diversa dos estudantes, levando as demandas da base aos conselhos, realizando formulários e reuniões online.  

O fim da intervenção no CEFET-RJ é um grande exemplo de que nenhuma luta é em vão, e todas terão resultados mesmo que demore. Para isso, é preciso nunca desanimar, porque somente com esperança conquistaremos nossos direitos. 

Que essa vitória siga para mostrar a todo o movimento estudantil que a organização e coesão na luta é a saída, e que derrotaremos todas as intervenções em nossas instituições e derrubaremos o governo Bolsonaro.

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