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A juventude deve questionar o regime de exploração e combatê-lo

Foto: Emanuele Rodrigues

Por: Camila Falcão, militante da UJR PE,  presidenta da União dos Estudantes de Pernamuco – UEP Cândido Pinto

Neste caso, a nossa história já mostrou que a juventude, em especial os Estudantes, agem de forma não só a questionar o regime de exploração, bem como a combatê-lo. Foi assim durante o regime ditatorial de Vargas, a ditadura fascista dos militares de 1964 e está sendo assim desde o golpe contra a Presidenta eleita Dilma Rousseff e contra toda a politica fascista que o atual governo genocida quer impor.

Passamos hoje das 365 mil mortes por COVID-19 no Brasil, ocasionadas pelo descaso do governo em sua política genocida. Passamos a ocupar os picos de contaminação em esfera  internacional graças ao pouco isolamento social e à falta de política pública para garantir que as mães e os pais de família tenham como manter suas casas e comida na mesa para seus filhos/as. Não temos vacinação em massa, visto que o Ministério da Saúde via o Ex. Ministro, o militar Pazuello, negligenciou a compra de vacinas e fez de tudo para atrapalhar a compra de insumos, tudo com o estímulo e o aval do Presidente da República Jair Bolsonaro.

Nossas crianças continuam sem ter acesso a internet e a computador para aulas remotas, professores/as continuam sem equipamentos e formação para terem como ministrar suas aulas adequadamente. Achando pouco, vários Governadores e Prefeitos autorizam a volta das aulas presenciais sem melhorar as estruturas das escolas nas quais, diga-se de passagem, todos/as somos cientes de que falta água, sabão e espaço físico para garantir distanciamento social.

Isso ocorre agora com a aprovação do PL 5595/2020, autorizando de forma emergencial a educação presencial como serviço essencial, mas que não leva em consideração os problemas estruturais que toda a comunidade escolar enfrenta cotidianamente . Tal PL coloca em risco a vida dos/as trabalhadores/as em educação, estudantes e familiares.

Em desacordo com a urgente necessidade de mais investimentos na educação e nas áreas de ciência e tecnologia, foi encaminhada para assinatura presidencial, a já aprovada Lei Orçamentária Anual – LOA de 2021 com altos cortes financeiros em setores estratégicos para a sociedade. O Ministério da Ciência e da Tecnologia tem corte de 28,7% se comparado ao ano anterior; no Ministério da Educação o corte ficou em 27%. Destacamos aqui estes ministérios, bem como o da Saúde, que já sofrem com o congelamento dos gastos por 20 anos, fruto da aprovação da PEC da Morte em 2016 no governo do golpista Michel Temer.

Fica evidente que é urgente e necessária a luta para defender nossos direitos e nossas vidas. Nossas escolas e universidades estão entregues às politicas de precarização e abandono. O SUS é atacado a todo tempo numa tentativa clara de privatização e, na contramão aos esforços incansáveis dos cientistas, a ciência continua sendo tratada de forma inferior e questionada pelo governo federal.

Qual nosso papel enquanto jovens?

Toda prática do governo fascista de Bolsonaro, Guedes e Mourão não são novas. Pelo contrário, a cada crise do imperialismo e o aprofundamento das contradições entre os que produzem e nada têm e os que nada fazem e tudo possuem (incluindo até leitos de UTI), faz-se necessário impor condições ainda mais cruéis para a exploração dos/as trabalhadores/as e a continuação dos ricos ficando cada vez mais ricos. Em face da impossível manutenção desse modelo econômico, os capitalistas e seus lacaios precisam atacar ainda mais a classe trabalhadora e as juventudes.

Neste caso, a nossa história já mostrou que a juventude, em especial os Estudantes, agem de forma não só a questionar o regime de exploração, bem como a combatê-lo. Foi assim durante o regime ditatorial de Vargas, a ditadura fascista dos militares de 1964 e está sendo assim desde o golpe contra a Presidenta eleita Dilma Rousseff e contra toda a politica fascista que o atual governo genocida quer impor.

Dito isto, torna-se cada vez mais importante rememorarmos os exemplos dos verdadeiros heróis do povo brasileiro, denunciar os regimes corruptos e ditatoriais e cobrar justiça em relação aos assassinatos de Edson Luiz, Helenira Preta Rezende, Honestino Guimarães, Ranúsia Alves, Emmanuel Bezerra e tantos/as outros/as que tiveram suas vidas ceifadas por criminosos que seguem impunes.

A luta dos estudantes deve ser pautada nesses exemplos, na firmeza ideológica e na coragem de não permitir nenhum minuto de silêncio enquanto as ratazanas saqueiam nossas riquezas e tentam impor um sistema de terror, ainda mais desigual e miserável, enquanto família de miliciano compra mansão e lava dinheiro via rachadinhas e as Forças Armadas fazem churrasco com picanha e cerveja gelada.

Homenagear nossos Heróis e exigir justiça!

Mesmo com os crimes hediondos e imprescritíveis, o Estado brasileiro continua impune com relação às barbaridades cometidas contra homens, mulheres e crianças, crimes já comprovados e denunciados por sobreviventes e familiares que perderam entes queridos. Somamos mais de 434 mortes e desaparecimentos confirmados pela Comissão Nacional da Verdade, sem falar nos estudos e investigações feitas que colocam cerca de 10 mil casos de desaparecimentos, nesses inclusos os indígenas e camponeses durante os 21 anos de terrorismo implantado pelo Estado dos Militares.

Realizar ações, como as feitas por todo País, a exemplo de seminários, debates, denúncias com panfletagem e decorações em vias públicas são importantes para expor a verdadeira face do braço forte e a mão inimiga das Forças Armadas e do governo Bolsonaro, que faz questão de comemorar atos de tortura contra mulheres grávidas e crianças e clama pela volta dessas atrocidades para assim se perpetuar no poder.

Foi neste sentido que a União da Juventude Rebelião – UJR e as Entidades Estudantis organizadas pelo Movimento Correnteza usaram o dia 31 de março e a primeira semana de abril para expor os verdadeiros criminosos da pátria e exigir justiça para que nunca mais aconteça e para que jamais se esqueça. Nossos heróis continuam vivos em nossa luta e na defesa de um mundo justo, livre e igualitário, o poder organizativo dos/as jovens é urgente e primordial.

Viva a luta da juventude!

Viva Manoel Lisboa!

Vivva Amaro Luiz de Carvalho!

Viva Manoel Aleixo!

Viva Emmanuel Bezerra!

Viva Amaro Félix!

Todos/as estão vivos em nossa luta. Até à vitória final e à construção do Socialismo!

Jovem, organize-se. Ingresse na UJR!

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