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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Movimento Correnteza promove monitorias no curso de História da USP

 

Charge retrata a desigualdade refletida no ensino à distância. Imagem: Reproduçao

Alexandra Kaory Higa Teles, Beatriz Caroline e Bianca Caroline

O Movimento Correnteza se propôs a mapear algumas dessas dificuldades e levantar formas de intervenção que cumprissem o papel de ir ao encontro da realidade estudantil.


SÃO PAULO – No mês de julho, o Movimento Correnteza no curso de História realizou duas monitorias por meio do Google Meet para os estudantes da graduação no intuito de auxiliar principalmente os ingressantes na faculdade durante o ensino remoto, em virtude das dificuldades comunicativas que prejudicam o acompanhamento das novas dinâmicas acadêmicas; já que, a princípio,  esse modelo de ensino compromete o contato entre os próprios estudantes com os seus veteranos, professores e monitores do curso – parte importante da trajetória acadêmica e que acaba fornecendo um certo apoio em relação às demandas da graduação.

Essas dinâmicas da universidade envolvem a cobrança de densas cargas de leitura de textos, de uma variedade de mecanismos avaliativos (que muitas vezes exigem um conhecimento prévio de autores consagrados da Academia) e dos rigores da escrita acadêmica; além de haver o natural envolvimento com as dúvidas frequentes que acometem os recém-ingressos quanto aos processos mais burocráticos dentro da graduação – como a cobrança de créditos, estágios e matrícula. Nesse sentido, o Movimento Correnteza se propôs a mapear algumas dessas dificuldades e levantar formas de intervenção que cumprissem o papel de ir ao encontro da realidade estudantil.

 A primeira monitoria foi realizada no dia 2 de julho no período entre-aulas contando com a participação de 35 alunos e a exposição foi feita por um mestrando de História Social,  monitor da optativa livre Práticas de Leitura e Escrita Acadêmica (PLEA) na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). A atividade aprofundou a discussão relativa às dúvidas que os alunos possuem em relação aos modelos de textos cobrados durante a graduação, principalmente no tocante ao esclarecimento do modelo dos fichamentos; além de apresentar o PLEA – disciplina de enorme ajuda no começo da graduação que tem como objetivo desenvolver metodicamente habilidades de leitura e escrita de textos argumentativos complexos, bem como promover a autonomia crítica.

 A segunda monitoria foi realizada dia 30 de julho também contando com a participação de 32 alunos. Desta vez, considerando a demanda de estudantes que não podiam acompanhar ao vivo, a monitoria foi gravada e ficou disponível no drive. A exposição foi feita por alunos que estavam terminando a licenciatura, ou que já haviam terminado e estão exercendo a carreira docente e atuando no mercado de trabalho. Essa atividade buscou tratar das dúvidas quanto ao funcionamento da licenciatura, focando na elucidação de questões como: sua duração, os créditos que precisam ser cumpridos, as horas extra-curriculares e os estágios obrigatórios; visto que grande parte dos bacharelandos almejam licenciar-se para poder exercer a carreira docente, com o objetivo de, cumprida essa etapa de formação, atuarem enquanto historiadores também preparados para cumprir o papel educativo.

 As duas atividades funcionaram também como uma forma dos estudantes entrarem em contato com o movimento estudantil.  Nessa perspectiva, nós do Movimento Correnteza, para além de planejarmos monitorias com o intuito de auxiliar os estudantes nas principais dificuldades mapeadas no curso de História, também  utilizamos esses eventos como um convite para que os graduandos conheçam o nosso movimento, destacando a importância do movimento estudantil sobretudo na atual conjuntura.

Ainda nessa linha, o Movimento Correnteza se posiciona contra os diversos ataques do governo fascista e genocida de Jair Bolsonaro, que além de ameaçar nossas vidas por meio no atraso das vacinações e pressão para retorno presencial das aulas (sem garantias quanto às condições de cumprimento dos protocolos de segurança), ainda desfere uma série de cortes na educação e pesquisa em um projeto elitista que não aborda as questões da permanência estudantil, adoecendo também mentalmente a nossa juventude – a qual permanece sem perspectivas de obter o diploma universitário e de ser inserida no mercado de trabalho.

Intervindo no dia a dia dos estudantes da USP, o Movimento Correnteza trabalha pra apresentar para cada vez mais estudantes que as dificuldades que nos assolam durante a graduação têm tudo a ver com o projeto de destruição da educação pública promovido por Bolsonaro. Em coletivo e por meio de um movimento estudantil atuante no cotidiano, superaremos todos os obstáculos, tanto os locais como os gerais.

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