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Plenária da UJR na Unifesp discute novas tarefas

Plenária da UJR na UNIFESP contou com mais de 15 militantes para debater as novas tarefas

Pedro Ian e Victoria Lopes


No dia 21 de agosto a militância da UJR da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) se reuniu para debater as lutas que devem ser travadas no próximo semestre. Em plenária que contou com a participação de mais de 15 militantes de diversos cursos da universidade.

A juventude vem se indignando cada vez mais, principalmente devido aos cortes promovidos pelo Governo Bolsonaro às universidades federais e institutos. Por isso, neste período de pandemia, aumentamos a militância da UJR. Seu caráter fascista e anticiência tem dificultado a permanência, o desenvolvimento da ciência e tirado a perspectiva de diversos estudantes que anseiam entrar na universidade.

O DCE da UNIFESP vem sendo construído pela UJR desde 2019, eleição que foi disputada após anos de desligamento e imobilismo dessa importante entidade estudantil. Desde então a pauta principal foi a permanência dos estudantes, através da luta pela garantia de restaurante universitário em todos os campi e pela desburocratização dos estágios, um problema que atingia diversos estudantes, principalmente pobres, na UNIFESP. Também foi organizado espaços para os estudantes debaterem a universidade que querem através de cursos de formação, como por exemplo o Seminário de Formação realizado no primeiro semestre que reuniu 300 estudantes para discutir sobre saúde, educação popular e o avanço do neoliberalismo.

Pelas Brigadas de Solidariedade foram distribuídas cestas para os estudantes em duas fases da campanha, uma no início da pandemia e outra no final de 2020, através da campanha Natal sem Fome. Hoje a meta é conseguir distribuir 100 cestas básicas para os trabalhadores terceirizados do Campus São Paulo, que é onde está localizado o Hospital Universitário. Essa é uma importante campanha que vem sendo travada devido a precarização e a demissão em massa que vem ocorrendo pelas empresas terceirizadas, o que permitiu aos universitários compreender melhor a realidade desse campus e organizar esses trabalhadores. Neste mesmo sentimento de solidariedade, também vem sendo construída a nova campanha: Estudantes pelo Despejo Zero e Contra a Fome, que é fruto da união de entidades estudantis por todo o estado de São Paulo, para arrecadar recursos com objetivo de distribuição de marmitas, além de levar os discentes a discutir o Despejo Zero, lei vetada por Dória e Bolsonaro.

A luta para consolidação do Campus Zona Leste, que foi aprovado recentemente como uma nova unidade universitária, também foi uma atividade que contou com a presença da militância da UJR. O campus ainda não tem recebido parte do orçamento destinado à UNIFESP, com isso nossa militância segue em luta para garantir que esse espaço seja defendido para os estudantes da Zona Leste

No Bloco das Federais também houve presença da UNIFESP, onde dezenas de estudantes se somaram para se mobilizarem contra os cortes ao LOA (Lei Orçamentária Anual) e pelo risco das federais fecharem as portas, além da luta pelo Povo na Rua Fora Bolsonaro.

Como estudo, fizemos a leitura do estatuto da UJR para reforçar o papel da juventude em lutar contra o fascismo e a opressão vivida diariamente no sistema capitalista. A consciência dos militantes da UJR têm avançado, como vemos isso refletido no debate levantado.

Na discussão, foram trazidos elementos que são vivenciados pela juventude diariamente, por exemplo, como o patriarcado reduz e brutaliza as mulheres ao trabalho doméstico e à sexualização, pontos levantados por militantes do campus Guarulhos, cidade que possui um dos bairros mais violentos para mulheres, o Pimentas, onde o Movimento de Mulheres Olga Benário vem atuando.

Também foi discutido como o avanço do neoliberalismo vem transformando as universidades e a educação em mercadoria, criando mão de obra barata para um mercado de trabalho que estimula o individualismo e a competição.

Além da leitura do Jornal A Verdade, para discussão da conjuntura em que o povo vive, e também retomando como é importante essa ferramenta de propaganda do socialismo, de organização e de luta.

A plenária serviu para estimular a juventude que já está em luta todos os dias e que deseja avançar mais, tanto em consciência como em ação. O ânimo revolucionário se mostrou através das palavras de ordem cantadas com emoção. A plenária serviu de grande estímulo para nossos camaradas que estão prontos para uma nova temporada de lutas.

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