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segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Professores do CEFET-MG fazem paralisação

Faixa estendida no campus Curvelo. FENET se somou à luta da classe trabalhadora. Foto: A Verdade

Servidores pautam reajuste que não ocorre desde o governo Temer e defesa do serviço público, e recebem apoio de estudantes e suas entidades.

Mateus Gabriel, técnico em estradas pelo CEFET-MG.


MINAS GERAIS – Em assembleia realizada no dia anterior, professores do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) decidiram paralisar o trabalho na terça-feira, dia 18 de janeiro, para reivindicar a recomposição salarial e defender o serviço público brasileiro, como escreve o sindicato da categoria (SINDCEFET-MG). Faixas foram colocadas nos campi de Curvelo e Leopoldina. Em Belo Horizonte, houve um ato simbólico em frente ao Campus Nova Suíça, além da paralisação das atividades. Os docentes receberam apoio do Grêmio Estudantil de BH e da Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (FENET). 

Não é novidade nenhuma que a educação pública vem sofrendo muito nesses últimos anos, em todas as áreas. O Estado corta verbas, precariza as escolas e nomeia interventores pras universidades, e tanto alunos quanto professores têm sofrido com esses ataques. No CEFET, os salários dos professores não têm reajuste desde 2018, assim como todos os servidores públicos federais. Isso faz parte de um discurso falido de “austeridade” nos gastos públicos; e não só os servidores, mas sim toda a classe trabalhadora é que sofre com essas mentiras. Vale lembrar que o salário mínimo este ano é de R$ 1.212, como anunciado pelo governo genocida de Bolsonaro. Se o salário “mínimo” não dá nem pro mínimo, em 2022 esse valor ficou abaixo até mesmo da inflação! Austeridade pra você, praia pra Jair Bolsonaro. 

Essa não é uma crise. É um projeto com o objetivo de privatizar a educação pública. É o plano de sempre, sucatear e vender a preço de banana para as mesmas empresas bilionárias, os “tubarões” do ensino privado. Por isso essa luta é, também, por uma sociedade onde educação não seja mercadoria, e sim direito de todos. 

Não tem outro caminho: professores e estudantes no Brasil todo têm que se organizar nos seus sindicatos, grêmios e DCEs pra barrar esse sucateamento, e defender uma educação pública, gratuita e de qualidade! 

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