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sábado, 10 de dezembro de 2022

Despreparo e Descaso: UFRGS inicia semestre 2022/2 com falta de comida no RU.

Paulo Briskevitski
Correnteza RS


As aulas retornaram nesta quinta-feira (17) na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mas infelizmente, as primeiras impressões dos novos estudantes são duas: despreparo e descaso da instituição com os estudantes já no início do novo semestre.

A UFRGS está sob intervenção há mais de dois anos e a Reitoria miliciana, indicada por Bolsonaro, mostra dia após dia o seu desprezo pelos estudantes e pela Educação Pública. O interventor é conivente com os cortes orçamentários às universidades federais, persegue o movimento estudantil e, inclusive, deixa os alunos passando fome na fila do RU.

Foi isso que aconteceu no primeiro dia de aula desse semestre, quando os estudantes do Campus do Vale saíram para almoçar no RU(3 ou 6) e se depararam com uma grande fila que se estendia por dezenas de metros. O motivo? Faltou carne, salada e feijão. Sabemos que comer apenas arroz e batata no almoço não sustenta ninguém, os alunos aguardavam a reposição no buffet, o que gerou a grande fila. Entretanto, na prática, aqueles que tinham aula no turno da tarde, tiveram que escolher entre se atrasar ou comer mal. 

Enquanto eu (Paulo), esperava na fila, pude ouvir a nutricionista da empresa que presta serviço no RU falar para uma colega: “Não tem o que fazer. Não passaram pra gente que ia ter tanto aluno hoje”. Depois que almocei, fui até ela para perguntar de quem era a culpa daquela situação. Ela disse: “Nós não sabíamos que teria tanta gente hoje… Eu pedi 600 partes de peixe, sabe quantos vieram almoçar aqui hoje? 1070”. Além disso, perguntei se a Instituição não passou nem uma estimativa do número de alunos que estavam no campus. Ela foi taxativa: “Eles nunca passam”. Após isso, um servidor que acompanhava a conversa adendou: “Até quando tinha o agendamento era mais fácil, porque passavam pras gurias quantos iam vir almoçar no dia né”.

Porém, seria a volta do agendamento no RU da UFRGS a solução para esse problema? Com certeza não! Pois essa política limitava o acesso dos estudantes ao restaurante universitário, era simples: não agendou, não comeu. Na realidade, para resolver esse e outros problemas da nossa universidade, devemos derrubar a reitoria interventora do genocida Bolsonaro, desenvolvendo uma ampla luta com todos os estudantes, veteranos e calouros, para que a instituição valorize seus alunos e não os deixem passar fome.

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