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segunda-feira, 15 de abril de 2024

UJR realiza Ativo Sudeste de Organização

Redação


A União da Juventude Rebelião (UJR) realizou, nos dias 29 e 30 de abril, em Belo Horizonte (MG), o Ativo Regional Sudeste 2023 para discutir as lutas e tarefas de crescimento da juventude revolucionária do Brasil.

Num clima de grande empolgação, a atividade começou com uma homenagem aos camaradas Manoel Lisboa, Emmanuel Bezerra e Manoel Aleixo, dirigentes do PCR assassinados pela Ditadura Militar em setembro 1973, portanto, há quase 50 anos, e ao camarada Braz Teixeira da Cruz, que nos deixou em abril de 2021, vítima da Covid e da política genocida de Bolsonaro.

Em seguida, os principais quadros e coordenadores de núcleos da UJR nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo fizeram um balanço do trabalho de organização e formação política da juventude no último ano e traçaram novas metas de crescimento. “Desde nosso último ativo, em fevereiro de 2022, vimos que a UJR vem ampliando sua presença no movimento de massas e nas entidades estudantis, recrutando novos militantes e aprofundando a formação revolucionária desses jovens. Essa é a melhor homenagem que podemos prestar aos heróis do PCR que tombaram na luta contra a Ditadura”, avalia Katherine Oliveira, da Coordenação Nacional da UJR.

Outro assunto bastante debatido foi a necessidade de fortalecer o trabalho da UJR com o jornal A Verdade nas escolas e universidades, realizando as brigadas da juventude na terça-feira seguinte à brigada nacional do sábado. “Esse trabalho com o jornal é fundamental para que a gente politize a nossa relação com os estudantes e professores, apresente nosso programa e avance a consciência de que precisamos fazer uma revolução para resolver os problemas do país”, defendeu João Gabriel, militante da UJR em São Paulo.

Novas tarefas

A segunda parte do ativo foi dedicada à discussão sobre o trabalho de massas da UJR. Nesse semestre, a militância da UJR foi fundamental na construção vitoriosa do Encontro Nacional de Estudantes de Escolas Técnicas (Enet) e na luta pela revogação da Reforma do Ensino Médio, além de disputar várias eleições de grêmios, centros acadêmicos e DCEs em todo o país.

Agora, a principal batalha pela frente é a campanha rumo ao 59º Congresso na União Nacional dos Estudantes (UNE), que será realizado entre 12 e 16 de julho, em Brasília. Mesmo com todas as fraudes e manobras promovidas pela diretoria majoritária da UNE (UJS/PCdoB), a expectativa é que o Movimento Correnteza leve ao congresso a maior delegação de sua história.

Para ajudar no debate sobre a importância da UNE na história do Brasil, o ativo contou com a participação especial do companheiro Pedro Laurentino, ex-diretor da UNE e presidente eleito no congresso de reconstrução da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), em 1981, ainda sob a ditadura. Pedro animou todos os presentes com o relato de como se deu a retomada do movimento estudantil nos anos 1970, a luta pela libertação de Cajá, o congresso de reconstrução da UNE e a campanha da eleição direta para a entidade. “Não havia uma assembleia estudantil em que a gente não fosse recebido com a palavra de ordem de ‘a UNE somos nós, nossa força e nossa voz’. Naquela época, a UNE tinha respaldo na base, não era essa entidade distante dos estudantes que é hoje”, afirmou.

Esse foi o terceiro ativo regional promovido pela UJR este ano. Além do Sudeste, as regiões Sul e Centro Oeste também realizaram a mesma atividade, que cumpriu o papel de emular a militância para as grandes tarefas dos próximos meses e fortalecer o crescimento político-ideológico de seus quadros.

Matéria publicada na edição nº 270 do Jornal A Verdade

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