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sábado, 22 de junho de 2024

Congresso da Fasubra marca crescimento do MLC na categoria

Evento também debateu Conjuntura, Plano de Lutas, Carreira, Democracia nas Instituições de Ensino, Hospitais Universitários e elegeu a nova direção da entidade. 

Esteban Crescente | Rio de Janeiro*


TRABALHADOR UNIDO – Entre os dias 17 e 21 de maio, ocorreu, em Brasília, o 24º Congresso da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Com mais de mil delegados e delegadas de todo país, o congresso marcou a força de uma entidade ponta de lança nas mobilizações unificadas dos servidores públicos. 

A categoria dos Trabalhadores e Trabalhadoras Técnico-administrativos em Educação (TAEs) das universidades, centros e institutos públicos é uma das mais numerosas carreiras no serviço público. Somente no poder executivo federal são aproximadamente 100 mil ativos e 70 mil aposentados. Apesar disso, os TAEs têm os menores vencimentos em relação às demais carreiras, situação que piorou nos últimos sete anos de congelamento salarial de Temer e Bolsonaro. 

Esse, inclusive, foi um dos principais debates do congresso. Já na mesa de abertura, importantes lideranças parlamentares de esquerda e sindicatos irmãos estiveram presentes, com destaque para Maria Lúcia Fatorelli, da Auditoria Cidadã da Dívida Pública, e Leonardo Péricles, presidente nacional da UP, que defendeu a mobilização de massas nas ruas como única chance de vitórias para a classe trabalhadora, dando como exemplo a vitoriosa greve da Enfermagem, em Pernambuco.

No congresso também debateu Conjuntura, Plano de Lutas, Carreira, Democracia nas Instituições de Ensino, Hospitais Universitários e elegeu a nova direção da entidade. 

Entre as principais decisões, vale destacar a prioridade na luta em defesa da democracia, com a prisão e punição dos golpistas bolsonaristas, e o enfrentamento à proposta de Arcabouço Fiscal, que ameaça os servidores com novo congelamento salarial. O congresso também reforçou a campanha por eleições diretas para reitor nas universidades e ocupação dos espaços de direção e gestão pelos TAEs. 

No debate de Carreira, aprovou-se resolução unificada que aproveitou as formulações de todas as teses na discussão para mesa de negociação, e no Plano de Lutas foi reafirmado a bandeira histórica da Data Base no serviço público, esta última pauta defendida com grande destaque pelo Movimento Luta de Classes (MLC).

MLC passa a compor direção da Fasubra

No último dia do congresso, cinco chapas se inscreveram para disputar a direção da federação. O MLC compôs chapa com a Unidade Classista (UC) e independentes, elegendo duas coordenações (cada uma com Titular e Suplente).

Dessa forma, o movimento passou a ocupar uma coordenação na Fasubra pela primeira vez, sendo representado pelos companheiros Clodoaldo Gomes e Helena Nara. 

Para Lenilda Luna, servidora da UFAL, essa foi uma importante vitória. “O MLC estar nos espaços de direção da Fasubra com certeza dará ao movimento mais força para lutar em defesa dos direitos da categoria e de todos os trabalhadores”. 

Atualmente, o MLC participa em gestões sindicais no Sintufrj (UFRJ), Sindifes (Minas Gerais) e Sintespb (Paraíba), além de organizar oposições em bases importantes como Sintufal (Alagoas), Sintuff (Rio de Janeiro) e Assurgs (Rio Grande do Sul).

*Coordenador Geral do SINTUFRJ.

Matéria publicada na edição nº 272 do Jornal A Verdade.

 

 

ande-PB.

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