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quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Estudantes expulsam organização fascista que planejava ataques à UFG

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Mediante a ameaças de invasões e agressões fascistas, estudantes organizam resistência e expulsão de terroristas de extrema direita para defender a universidade pública e seus estudantes.

Pedro Guimarães | Goiânia


JUVENTUDE – No último dia 4, as ruas e passarelas da Universidade Federal de Goiás foram tomadas pelos estudantes em uma grande manifestação antifascista em defesa da universidade pública. Dezenas de estudantes gritaram palavras de ordem e levantaram suas bandeiras em um ato de repúdio às tentativas de invasão e agressão fascistas à  universidade e seus estudantes.

A mobilização foi construída através de panfletagens e passagens em sala realizadas por estudantes organizados no Movimento Correnteza e contou com uma concentração com um momento de falas abertas e em seguida um trajeto rumo a Faculdade de Artes Visuais, alvo muito cobiçado pelos terroristas de extrema-direita.

A necessidade da manifestação surgiu quando no dia 2 de agosto, estudantes tomaram conhecimento através das redes digitais da tentativa de construção de uma jornada de ataques a universidade orquestrada por uma organização política conhecida pela perseguição a trabalhadores e estudantes, por seu discurso antipopular e reacionário e por ter sido uma das forças articuladoras do Bolsonarismo desde seu gradual surgimento após 2016, o Movimento Brasil Livre (MBL).

Estes fascistas anunciaram nas redes suas intenções de apagar e destruir os grafites que fazem parte dos muros da universidade, um patrimônio histórico, artístico e cultural de todos os estudantes da UFG. Após terem publicado fotos com latas de tinta e pincéis, deixando claro suas intenções, começou a circular em grupos de Whatsapp denúncias que registravam assédios morais praticados por esses fascistas contra os estudantes que eram abordados no campus e constrangidos com falácias e discursos de ódio dos terroristas.

Cabe destacar que o que tentou ser feito na UFG não se trata de um caso isolado. Menos de um mês antes, na Universidade Federal de Santa Catarina, o mesmo bando se infiltrou na universidade e tentou também apagar as manifestações artísticas dos estudantes nos muros, utilizando-se de um discurso mentiroso e covarde de estar “expondo o esquerdismo nas universidades” e “colocando ordem na instituição pública”.

Mas, na UFSC os fascistas encontraram resistência e foram expulsos pelos estudantes do campus, mostrando que o corpo discente da universidade não tolera que inimigos da educação se infiltrem nos espaços acadêmicos e promovam a violência e a agressão.

Na UFG não foi diferente. Os fascistas encontraram uma forte e coesa resistência que impediu que realizassem sua campanha coordenada de destruição do patrimônio artístico e assédio aos estudantes. De tal maneira que, no primeiro dia em que se iniciaram os boatos sobre a invasão e antes que houvesse qualquer tentativa materializada, o Movimento Correnteza deu início a uma ação de patrulha dos campus e articulação de um canal de escuta para que estudantes denunciassem qualquer suspeita de atividade fascista.

No segundo dia, houve a colagem de posters no campus denunciando a ideologia criminosa dos terroristas e também foram feitas múltiplas passagens em sala por militantes do Correnteza convocando para a resistência. 

O resultado foi que em todas as ocasiões em que os fascistas tentaram se organizar para realizar suas ações, os estudantes e o movimento estudantil estavam lá para alertar a segurança do campus ou proteger os grafites com suas próprias mãos, sendo os fascistas terminantemente expulsos pela manifestação realizada no dia 6, que mobilizou dezenas de estudantes para ocuparem as ruas e defenderem o que é seu.

Os estudantes bradavam gritos de “Recua fascista, recua. A UFG não é sua” e no momento de falas foi ressaltado o quanto os governos posteriores ao golpe de 2016 foram propulsores para o desenvolvimento de organizações que buscavam violar as universidades e seus estudantes para que em um momento de crise as elites burguesas no poder se sentissem autorizadas a privatizar a universidade pública e roubar mais este patrimônio do povo brasileiro. Assim, o combate aos fascistas não estará completo sem que se combata também o neoliberalismo e seus organizadores.

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