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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Milhões de trabalhadores no mundo saem às ruas contra o genocídio do povo palestino

No Dia Mundial de Solidariedade ao Povo Palestino, milhões de trabalhadores vão às ruas contra o genocídio de Israel na Palestina. Manifestações acontecem frente ao aumento dos ataques israelenses e demonstram a luta internacional pela autodeterminação dos povos.

Igor Marques | Redação RJ


INTERNACIONAL – Nesse último final de semana, milhões de pessoas saíram às ruas em defesa da autodeterminação do povo Palestino e contra os crescentes ataques de Israel à Faixa de Gaza e como parte do Dia Mundial de Solidariedade ao Povo Palestino, realizado nesse último sábado (4). As manifestações refletem um importante caráter de classe: são os trabalhadores de todo o mundo que se manifestam contra a política colonial perpetrada pelo Estado fascista de Israel com apoio do Imperialismo.

A mídia hegemônica em todo o dito “Ocidente” ignora as massivas manifestações que ocorrem em diversos países da Europa, nos Estados Unidos, na América Latina, na Austrália e em todo o mundo muçulmano. Cada dia mais, esses veículos atuam para disseminar propaganda de guerra israelense e defender todos os horrores que o país comete em mais de 70 anos de ataques à Palestina.

Manifestações tomam as ruas de todo o mundo

Mesmo com diversas restrições tomadas pelos países Imperialistas que apoiam Israel contra a realização de manifestações pró-Palestina, como na França e na Alemanha, grandiosas manifestações foram vistas em algumas das principais cidades europeias. Tiveram atos em Londres, Paris, Berlim, Milão, Bucareste, entre outras cidades.

Em Londres, mais de 30 mil pessoas estiveram nas ruas demonstrando apoio à causa Palestina, pelo cessar-fogo imediato da guerra e contra a posição do governo do país. O protesto contou com repressão policial e com 29 pessoas presas sob o pretexto das leis anti-terrorismo do país, que impedem a organizaçaõ e manifetação dos trabalhadores do país.

Cidades como Paris e Berlim, mesmo com as citadas restrições legais aos protestos, também contaram com milhares nas ruas também denunciando a participação dos seus governos no massacre do povo Palestino. Em Milão, maior cidade da Itália, e Bucareste, capital da Romênia, 4 mil e mil pessoas compareceram às ruas, respectivamente.

Nos Estados Unidos, centenas de milhares de manifestantes estiveram nas ruas em cidades como Washington, Nova Iorque e Seattle. Na capital do país, cerca de 300 mil pessoas marcharam em direção à Casa Branca denunciando o apoio irrestrito do Imperialismo americano ao genocídio feito por Israel. 

Em todo o mundo muçulmano também ocorreram grandes manifestações. Em Jacarta, capital da Indonésia, mais de 2 milhões de pessoas estiveram nas ruas, marcando uma das maiores manifestações desde o início do atual conflito. Na Turquia, o povo foi às ruas em Istambul, Ancara e diversas outras cidades, além de manifestação na frente de uma base da OTAN no sul do país que abriga tropas estadunidenses. O país conta com um governo reacionário que reprime e persegue a minoria curda no país e que participa dessa organização que serve apenas para ampliar a dominação imperial dos Estados Unidos em todo o globo, a OTAN.

Manifestações pró-Palestina também ocorreram em 16 cidades brasileiras, de todas as regiões do país, neste último sábado (4). Os atos contaram com mais de 10 mil pessoas nas ruas em todo o país. Em São Paulo, mais de 7 mil pessoas estiveram na Avenida Paulista em solidariedade à Palestina.

Em São Paulo, milhares de pessoas foram às ruas. Foto: Iolanda Delpizzol

Mídia burguesa como aparelho da propaganda israelense

Todas essas manifestações ocorrem em um momento em que há um avanço do conflito entre Israel e Palestina. Nos últimos dias, houve um aumento dos bombardeios aéreos por parte de Israel, com, inclusive, corte de comunicação e a continuidade da utilização de armas proibidas, como o fósforo branco, e ataques à instituições civis, como universidades e hospitais.

Em meio ao aumento dos ataques de Israel, Amichai Eliyahu, ministro do governo fascista de Netanyahu, defendeu a realização de ataque nuclear à Faixa de Gaza. Na guerra feita pelo Estado de Israel contra o povo Palestino a política de morte é feita pela desumanização e pela punição coletiva. 

Nesse contexto de aumento escancarado do genocídio do povo Palestino, a mídia burguesa continua atuando como porta-voz dos interesses do sionismo israelense, escondendo a defesa dos povos de todo o mundo à causa palestina e justificando os ataques de Israel. No último sábado, Jorge Pontual, comentarista do veículo GloboNews e defensor do Estado genocida de Israel, defendeu ao vivo o bombardeio de ambulâncias em Gaza e Renata Lo Prete utilizou a “alta taxa de natalidade” em Gaza para justificar o elevado número de crianças mortas por Israel. Para a mídia burguesa, crimes de guerra são justificáveis para ampliar a dominação do Imperialismo aos povos de todo o mundo.

Na manifestção de São Paulo, houve protesto contra o grrande número de bebês e crianças mortas. Foto: Daniel Violal.

Uma luta internacional em defesa do povo Palestino

Em todo o mundo, milhões de trabalhadores se levantam contra a política de apartheid e de gonocídio imposta pelo Estado fascista de Israel ao povo Palestino. Em diversos países, governos alimentam o genocídio do povo Palestino pela sua atuação imperialista e por políticas que não condenam o Estado israelense e não defendem o completo cessar-fogo na região.

Mas os trabalhadores e os povos oprimidos de todo o mundo se unem em defesa da autodeterminação do povo Palestino e pelo fim da ocupação e opressão do Estado de Israel, do Imperialismo e de seus monopólios à Palestina.

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