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sábado, 10 de janeiro de 2026

Servidores Municipais de Campinas lutam contra sucateamento do serviço público

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Reunidos em Assembleia na última segunda feira (26/05) os servidores de Campinas rejeitaram a proposta de 5% de reajuste salarial feita pela prefeitura. A exigência da categoria é de pelo menos 35%. Os trabalhadores tem feito uma luta intensa contra o sucateamento do serviço público e pela valorização dos servidores municipais

MLC | SP


Na última segunda feira (26/05) a categoria dos servidores municipais de Campinas realizou uma assembleia no paço da prefeitura para exigir o reajuste salarial de 35% aos trabalhadores.

A proposta da prefeitura de Dário Saad (Republicanos) e Wandão (PSB) é de reajustar apenas em 5,53% o salário dos servidores, enquanto aumenta em mais de 60% os salários dos secretários dos governos. A proposta de reajuste da prefeitura não cobre as perdas salarias dos últimos anos da categoria.

Descaso da Prefeitura

Insatisfeita com as suas condições de trabalho, com a má administração da prefeitura e com a conivência do sindicato, a categoria rejeitou a proposta oferecida pelo prefeito e denunciou o descaso com os servidores da cidade.

Além de negar a proposta de 35% de reajuste salarial, a gestão de Dario Saad (Republicanos) ignorou as demandas apresentadas pelos presentes na assembleia, como: de equiparação do vale nutricional ao vale alimentação para aposentados, a implementação de Cargos, Carreiras e Vencimentos e a melhoria do Bônus da educação.

Erick Padovan, militante do MLC e servidor de Campinas afirma: “as perdas salariais vem desde o anos 2000 e os trabalhadores ainda não viram essas perdas serem repostas. Temos passado em dezenas de bases e conversado com centenas de servidores, a categoria está organizada para lutar pelos seus direitos”

Vale lembrar que a atual gestão da prefeitura tem aumentado ainda mais o gasto do dinheiro público com empresas terceirizadas, como é o caso da recepção das UBS que passaram a ser de responsabilidade da Região Metropolitana

Servidores em Luta

Ao mesmo tempo, a atual gestão do sindicato, STMC, filiada no PSB, partido de Wandão e do antigo prefeito Jonas Donizette, se nega a lutar. Novamente, convocaram uma assembleia à portas fechadas, chamada em horário de trabalho da maioria dos servidores, sem ampla divulgação e num local insalubre e inviável de alocar uma categoria com mais de 26.000 pessoas.

Mesmo com a tentativa de boicote, diversos servidores compareceram ao paço e posteriormente na assembleia, paralisando locais de trabalho e exigindo a luta.

“O sindicato não tem feito as eleições dos delegados de base, isso prejudica muito a participação do servidor nas atividades sindicais, o que é um direito. O sentimentos dos trabalhadores é de muita revolta e frustração com o sindicato. Temos nos organizado para retomar nossa Entidade para a luta como a categoria exige” conclui Erick.

O Movimento Luta de Classes esteve presente e denunciou a precarização do serviço público de Campinas por parte da Administração da cidade, completamente alinhada com o governador fascista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Os servidores ainda citaram os exemplos de mobilização espalhados pelo estado de São Paulo, como a greve dos servidores de Jaguariúna, Vinhedo, Praia Grande e da Capital, retomando que o povo organizado tem condições de superar tamanha precarização e desmonte do serviço público.

A necessidade de aprofundar as mobilizações entre a categoria é uma tarefa urgente, apenas encenações do sindicato no balcão da prefeitura não comove os servidores, que querem cada vez mais retomar sua gigantesca história de luta.

Somente a união da classe trabalhadora é capaz de pôr fim à mesma política de sempre, de manutenção dos interesses da burguesia.

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