Adrielly Fernanda| Pernambuco
No batente do sol do nordeste
tem sangue, coragem e flor.
tem Manoel, tem Emanuel,
tem o povo semeando amor.
Manoel Lisboa, menino sabido,
que lia o mundo e queria mudar,
fez da ideia sua arma viva,
seu sonho, seu jeito de lutar.
Manoel Aleixo, homem da enxada,
sabia o peso da fome e da dor,
mas não baixava a cabeça pra
Manda-Chuva,
nem trocava justiça por favor.
E Emanuel Bezerra, marujo valente,
que o vento levou, mas não calou,
foi açoite na cara da ditadura,
e estrela que nunca apagou.
Os três viraram nome em rua,
verso em boca, lembrança e chão.
Mas mais que nomes, viraram exemplo,
Viraram farol da Revolução.
Foram presos, foram caçados,
mas o medo não teve vez,
porque quem luta por liberdade
não morre, nunca outra vez.