Milhares de brasileiros foram às ruas em manifestações nesta segunda para denunciar a intervenção militar imperialista dos EUA na Venezuela.
Norte e Nordeste

DF, RJ e SP concentraram maiores atos
Na capital Federal a concentração ocorreu no Museu Nacional, caminhando até a embaixada americana. No Mato Grosso as manifestações ocorreram em Cuiabá e SINOP, onde nem a chuva impediu os manifestantes de fazerem um escracho com o retrato do Donald Trump e a bandeira dos EUA. Em Goiás a manifestação se deu na Praça do Bandeirante no fim da tarde.
No Rio, foram cerca de 2 mil pessoas que se concentraram na praça da Cinelândia e caminharam pelas ruas do centro até a porta do Consulado Geral dos EUA no Rio, onde ocuparam a entrada do edifício que foi usado para organizar a intervenção norte-americana no Golpe Militar Fascista de 1964. O ato contou com uma forte intervenção de Marcos Villela, pelo Partido Comunista Revolucionário, que denunciou a natureza destrutiva do imperialismo mostrada nesse ataque à Venezuela e a necessidade de se lutar pela Revolução Socialista no Brasil.
Em São Paulo, os manifestantes queimaram a bandeira norte-americana na frente do consulado dos EUA, onde ocorreu o ato unificado que juntou milhares de pessoas na denuncia contra o imperialismo. Já em Minas, o ato teve concentração na Praça Sete em Belo Horizonte.
Ameaças de Trump expõem atual momento do imperialismo no mundo
Apesar de Ravina Shamdasi, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmar que os EUA “violaram um princípio fundamental do direito internacional”, durante coletiva em Genebra, o governo estadunidense continua ameaçando a América Latina, especialmente países que não se colocam como aliados ao discurso intervencionista de Trump, como é o caso da Colômbia e México.
Em plena reunião do Conselho de Segurança da ONU, o representante dos EUA, Mike Waltz, reafirmou a política imperialista de seu chefe ao afirma que “não vamos permitir que o hemisfério ocidental seja utilizado como base de operações para os adversários e competidores dos Estados Unidos da América”. Ou seja, ou os países latino-americanos se aliam a Donald Trump ou também sofrerão intervenções, como as ameaças feitas ao Presidente colombiano Gustavo Petro, quando Trump afirmou que o mesmo “não ficaria lá por muito tempo”.
Lênin, líder da revolução russa de 1917 e do partido bolchevique, já afirmava em 1916 que o imperialismo, fase final do capitalismo, era definido pela partilha do território mundial pelas superpotências em busca de novos mercados e ativos, coisa que abriria, inevitavelmente, espaço para novas guerras e massacres. Não a toa que estamos vendo o genocídio na Palestina continuando, apesar do cessar-fogo, as milícias massacrando a população civil no Congo e essas intervenções na América Latina, que são sintomas desse novo estágio da luta de classe no mundo.