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sábado, 24 de janeiro de 2026

Condenamos o ataque imperialista estadunidense contra a Venezuela e conclamamos à solidariedade com o povo venezuelano

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Rafael Freire
Jornalista

A Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas (CIPOML) expressa sua mais enérgica condenação à pérfida agressão militar executada pelo governo dos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela.

Os ataques aéreos e o sequestro do presidente venezuelano Maduro e de sua esposa — levados aos Estados Unidos após ameaças políticas e um bloqueio econômico que inclui a confiscação de navios mercantes, implementados por Washington, constituem uma clara violação do direito internacional e do princípio da autodeterminação, bem como um flagrante ato de pirataria.

A CIPOML considera que este ataque terrorista do imperialismo estadunidense busca castigar um povo que desafiou a hegemonia historicamente imposta no continente e que apenas demonstrou a determinação de controlar seu próprio destino e seus recursos naturais. Com este ataque contra a Venezuela, os imperialistas estadunidenses não tentam apenas se apoderar do destino e dos recursos do povo venezuelano; este ataque constitui uma ameaça e uma advertência para os povos do mundo, em particular os da América Latina e do Caribe.

O ataque à Venezuela ocorreu imediatamente após as tentativas de estabelecer a hegemonia estadunidense no Oriente Médio, que deve ser completamente depurado de forças antiamericanas, e depois que Trump, líder do imperialismo estadunidense, ameaçou intervir contra o Irã. Este agressor imperialista, que se autoproclama dono e polícia do mundo, ataca todo lugar e toda potência que considera um obstáculo, e deve ser detido.
O princípio da indivisibilidade da soberania sobre o continente americano, incluído no Documento de Segurança Nacional anunciado pelo imperialismo estadunidense no final de novembro e que representa uma atualização da Doutrina Monroe, é a base da brutalidade imperialista contra a Venezuela.

Este novo ataque imperialista contra a Venezuela é mais um passo em uma estratégia sistemática destinada a estabelecer o controle sobre países que optaram por trilhar seu próprio caminho. Neste contexto, a soberania da Venezuela faz parte da dignidade de seu povo. Portanto, a defesa da independência e da soberania da Venezuela deve ser uma prioridade irrenunciável para todas as forças progressistas e revolucionárias que aspiram a um mundo baseado na coexistência pacífica e no respeito aos assuntos internos.
Por isso, a CIPOML convoca urgentemente os trabalhadores e povos do mundo a se oporem ativamente a este ataque, que adiciona novos elementos de turbulência à situação internacional.

As vozes dos trabalhadores e do povo devem se erguer com força para defender a Venezuela. Reafirmamos que não permitiremos a violação da soberania e do direito de viver em paz de um povo que aspira construir seu futuro sem tutela estrangeira.

Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas
Comitê Coordenador
03 de janeiro de 2026

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3 COMENTÁRIOS

  1. Os ataques não são mais discretos, considerando as afirmações do presidente dos EUA, Donald Trump: “Sob nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado. Não vai acontecer. (…) Sob a administração Trump, estamos reafirmando o poder americano de uma forma muito poderosa em nossa região.”
    “Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país.”

    Ou seja, se algum país não entregar seus recursos e dignidade com enfeites, será alvo de ataques arbitrários, nos quais o próprio Congresso dos EUA não foi notificado com antecedência.

  2. Precisamos ir além da mera condenação verbal, é preciso instigar as pessoas a pensarem medidas econômicas a serem tomadas pelo governo brasileiro. Condenar com palavras é preciso, mas não é a solução concreta. Por exemplo, o embaixador dos EUA nem deveria estar sonhando em pisar no solo brasileiro. Outra coisa, as exportações brasileiras para os EUA deveriam sofrer pressão também por conta dessa agressão extrema.

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