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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

7º Congresso do PCR define novas tarefas dos revolucionários diante da ameaça imperialista

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Reafirmando a necessidade da revolução socialista no Brasil, o Partido Comunista Revolucionário (PCR) realizou, no início de dezembro de 2025, em São Paulo, o seu 7º Congresso.

Redação


PARTIDO – “A história de um Partido é a história de seus congressos”. A frase estampada na capa do material gráfico recebido pelos delegados sintetizou o significado político do 7º Congresso Nacional do Partido Comunista Revolucionário (PCR), realizado no início de dezembro de 2025, no Estado de São Paulo.

O Congresso coroou um processo de construção partidária que se desenvolveu ao longo do ano passado, envolvendo milhares de militantes em todo o país, realizando um balanço coletivo e reafirmando a necessidade da revolução socialista no Brasil.

A militância do Partido estudou e debateu a Convocatória do Congresso, os documentos da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas (CIPOML), as teses do Comitê Central sobre o Programa da Revolução Socialista, a política de autossustentação, os Estatutos e sobre o trabalho no seio da classe operária.

Enquanto se preparavam para o Congresso, os militantes do PCR também desenvolveram uma ampla jornada de lutas no país. Ampliaram as brigadas do jornal A Verdade para denunciar a realidade do povo brasileiro e convocar mais pessoas a se somarem na luta revolucionária; protagonizaram uma greve vitoriosa dos estudantes das escolas técnicas; disputaram eleições sindicais; organizaram mobilizações contra o racismo, a violência policial, o feminicídio e a violência contra a mulher; realizaram atos nacionais de solidariedade ao povo palestino e contra a escala 6×1. Cabe destacar o caso da montadora chinesa BYD, onde os operários da construção civil que erguem a nova unidade da fábrica em Camaçari (BA), deflagraram uma histórica greve de uma semana a partir dessa jornada de lutas. Todo esse acúmulo de experiências marcou profundamente os debates, trazendo à plenária a realidade viva da luta de classes no Brasil.

O Congresso

Participaram do Congresso centenas de delegados e delegadas eleitos em seus estados, de todas as regiões do Brasil, além de uma delegação dos militantes que moram no exterior. Cada pessoa foi rebatizada com o nome de um(a) militante assassinada pela ditadura militar fascista, numa grande demonstração do compromisso do PCR com a luta por memória, verdade e justiça.

O Congresso começou com o plenário entoando A Internacional, hino do proletariado, seguido de um ato em homenagem aos cinco heróis do PCR assassinados pela ditadura militar fascista.

A mesa de abertura reuniu representantes de movimentos sociais, dirigentes do Partido e da CIPOML, destacando as lutas mais recentes, os desafios colocados pela ofensiva do fascismo e das potências imperialistas e a necessidade de elevar o nível de organização popular para enfrentar a crise do capitalismo e construir o socialismo. O Comitê Central do PCR foi representado por Edival Cajá e a CIPOML por Pablo Miranda, dirigente do Partido Comunista Marxista Leninista do Equador (PCMLE).

A análise de conjuntura ocupou lugar central nos debates. Em seu informe, em nome do Comitê Central do Partido, Luiz Falcão destacou que o mundo vive um período de aprofundamento da crise do imperialismo, marcado pela disputa entre grandes potências, que ameaça os povos com golpes e invasões, como no caso da Venezuela, e por uma maior exploração da classe trabalhadora.

No Brasil, essa crise se expressa no desemprego, na informalidade, na retirada de direitos e na fome, que ainda atinge milhões de trabalhadores. Diante dessa realidade, o Congresso afirmou que não há saída dentro dos limites do capitalismo e que é preciso acelerar o trabalho revolucionário, elevando o ritmo e a qualidade da intervenção do Partido.

As falas dos delegados e delegadas demonstraram a grande vontade coletiva de avançar ainda mais, ampliando a organização e a influência do PCR junto à classe trabalhadora brasileira. Militantes da classe operária, da juventude, do movimento de mulheres e dos movimentos populares relataram experiências, apontaram dificuldades e reafirmaram a necessidade de fortalecer o Partido como principal instrumento de luta dos revolucionários.

As intervenções culturais também cumpriram um papel político importante. A artista popular Bianca Barbosa emocionou o plenário ao recitar o texto de Maria do Carmo em memória de Manoel Lisboa, reafirmando o legado dos comunistas que deram a vida pela revolução. Em outro momento marcante, o ator popular Felipe Galisteo encenou a resistência de Manoel Aleixo sob tortura. Também foi recitado o poema Às Gerações Futuras, de Emmanuel Bezerra. Atrás do palco, um grande bandeirão com a frase “Meus soldados não se rendem, o grande dia chegará” dialogava diretamente com a intervenção, relembrando aos presentes a tarefa histórica delegada aos comunistas do PCR por Emmanuel.

Num dos principais momentos do evento, o camarada Pablo Miranda fez uma exposição sobre a Revolução Socialista na América Latina, em que reafirmou o papel indispensável dos Partidos Comunistas e da construção do processo revolucionário a partir das lutas concretas do proletariado de cada país. Tais lutas devem ser articuladas em nível internacional, sendo, inclusive, uma importante tarefa a construção de organizações leninistas na região.

Resoluções

Os delegados aprovaram por unanimidade a resolução final, que reafirma a centralidade da classe operária, especialmente do operariado fabril, como força dirigente da revolução, e aponta a necessidade de ampliar rapidamente o Partido, triplicando seu número de militantes e elevando sua capacidade de organização, direção e intervenção nas lutas concretas.

Para realizar esse trabalho, o jornal A Verdade foi reafirmado como ferramenta fundamental de agitação, propaganda e organização, e foi tomada a decisão de avançar em sua periodicidade, transformando-o num jornal semanal.

O Congresso também aprovou uma firme posição de solidariedade e fortalecimento da organização partidária em Santa Catarina, onde militantes foram alvo de ataques do Estado burguês fascista.

O 7º Congresso do PCR deixou clara a necessidade de acelerar a revolução brasileira. As resoluções aprovadas afirmaram que, diante da crise do capitalismo, é preciso alcançar um novo ritmo:

“A verdade é que a imensa maioria da classe trabalhadora brasileira sofre com condições degradantes de trabalho, marcadas por extensas jornadas e baixos salários. Enquanto isso, os banqueiros ganham fortunas com as altas taxas de juros, os donos dos supermercados aumentam todos os dias os preços dos alimentos e um reduzido grupos de bilionários, donos das terras, das empresas de agronegócio e das indústrias, transformaram o Congresso Nacional e o Estado em simples órgãos para defender suas riquezas e interesses. Não temos tempo a perder! Para deter esses crimes e essas injustiças, todo o Partido deve adotar um novo ritmo de trabalho, diferente do atual, um trabalho que seja efetivamente diário, sistemático e contínuo.”

Ao final dos trabalhos, o Congresso aprovou o novo Comitê Central e reafirmou o legado revolucionário de Manoel Lisboa, Emmanuel Bezerra, Amaro Luiz de Carvalho, Manoel Aleixo e Amaro Félix.

“O futuro da humanidade e do nosso povo está em nossas mãos. Cumpramos com a nossa missão! Seguindo o caminho revolucionário, reafirmamos e renovamos nossas intenções e objetivos, lembrando as palavras de Manoel Lisboa: Só com coragem, decisão e firmeza é que se luta. Só na luta é que se forma o Partido Comunista Revolucionário. Só na luta se constrói o exército revolucionário do povo”, diz a Resolução Final do Congresso.

O PCR vive, luta e avança! A revolução socialista vencerá!

Viva a CIPOML! Viva o poder operário e popular!

Matéria publicada na edição impressa Nº 327 do jornal A Verdade

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