Dia 3 de fevereiro completam 64 anos do terrível bloqueio econômico promovido pelos EUA contra a ilha de Cuba. Em um momento onde mais uma vez o imperialismo levanta-se contra o país socialista, é preciso denunciar essa política genocida e tão cruel.
Natanael Sarmento – Redação Pernambuco
INTERNACIONAL- A revolução cubana e a constituição do poder popular socialista, caminho escolhido pelo povo cubano depois da derrubada do governo títere dos Estados Unidos da América do ditador corrupto Fulgêncio Batista, pôs fim à exploração e privilégios dos grandes capitalistas, fazendeiros e demais serviçais do imperialismo e colocou em marcha as conquistas morais da revolução na Ilha, com o poder popular e a liderança de Fidel Castro e do Partido Comunista.
Os EUA realizaram dezenas de atentados terroristas, atos de sabotagens patrocinados pela CIA, tentativas de invasão e mais de 600 atentados contra Fidel, na vã tentativa de desestabilizar o governo e colocar um fantoche no poder para restaurar o sistema de exploração anterior à Revolução, de Cuba controlada por mafiosos, traficantes, donos de cassinos e de bordéis, privilégio e paraíso tropical de poucos nababos e zona de exploração e Inferno para a maioria do povo cubano.
Bloqueio econômico
O criminoso cerco econômico tem por objetivo asfixiar e impedir o desenvolvimento material e cultural da ilha caribenha que nega a abrir mão da sua autodeterminação e soberania como fazem outros países da América Latina e vivem sob o jugo de Washington.
A vedação unilateral dos EUA com seu poder imperial impede o livre comércio e impõe isolamento forçado com profundos efeitos na produção material de Cuba, impedida de se desenvolver livremente como qualquer nação tem direito, de acordo com as leis do Direito Internacional Público.
Dificulta a aquisição de insumos e equipamentos para a produção industrial, de energia, desenvolvimento tecnológico e cultural de Cuba. A Ilha é excluída do acesso a empréstimos e livre comércio, da aquisição de tecnologias, do acesso a softwares, plataformas da internet e outros serviços da produção cultural moderna. Criminoso isolamento tecnológico imposto pelo império neonazista do Norte. Até mesmo as viagens turísticas na Ilha estão na mira dos fascistas estadunidenses que restringem o turismo de americanos com proibições de navios de cruzeiros.
Genocidas globais
O governo da maior organização terrorista internacional – Os Estados Unidos da América – devastaram o Vietnã, a Síria, a Líbia, Afeganistão, manipula o Estado sionista de Israel no genocídio de Gaza, assalta o petróleo da Venezuela e sequestra o seu presidente e aperta o cerco contra Cuba diante da cumplicidade dos governos capitalistas do Ocidente aliados da OTAN e de protestos com armas de papel de China e Rússia que a tudo assistem, sem efetiva ação para fazer cessar a ação criminosa dos estadunidenses que se julgam “donos do mundo”.
Crimes de lesa-humanidade foram denunciados durante a pandemia de COVID 19, considerado crime de genocídio por diversas autoridades sanitárias mundiais, com a mantença do bloqueio que impedia Cuba de obter oxigênio e insumos, ventiladores pulmonares, máscaras, vacinas, agulhas, materiais hospitalares necessários para seguir os protocolos de combate ao vírus que matou 15 milhões de pessoas em todo mundo.
Bravura e exemplo revolucionário
Somente a bravura revolucionária do povo cubano, inspiração e motivo de orgulho para todos os combatentes da liberdade do mundo, pode explicar a capacidade de resistência e a superação, no limite da sobrevivência humana, desse povo heroico. Cuba não é pobre. O cerco imperialista quer asfixiar e torná-la sem energias, sem alimentos, sem abastecimento, insuportável, ingovernável, para os golpistas mafiosos a serviço do império fazerem o banquete das hienas.
Apesar do crime continuado do Bloqueio, Cuba segue fiel aos princípios dos revolucionários para encontrar soluções inovadoras. Deu mais um direto certeiro na cara do Imperialismo e tornou-se o primeiro país da América Latina a produzir a sua própria vacina (Abdala e Soberana 2), a imunizar 90% da população, numa mobilização de guerra sanitária do Plano de Prevenção contra a COVID 19, com criação de laboratórios biomoleculares, apesar da queda de 10% do PIB resultante das novas e mais asfixiantes sanções estadunidense do governo fascista de Donald Trump.
Cuba zelou pela vida e salvou o seu povo. 2092 cubanos foram contaminados, 1.827 recuperados. A Ilha registra o menor indicador de mortes, foram 83 casos naquele pobre rico país com PIB de US$ 107 bilhões em 2020 (Banco Mundial). No Rico pobre Brasil de PIB de 2,3 trilhões de dólares, o Brasil que não zelou como devia pela vida do seu povo, contabilizamos excessivos números de mais de 700 mil mortes causadas pela Covid-19.
Não é coincidência, os EUA imperialista somados com Brasil são campeões mortos da pandemia (27%) do total de óbitos de todo mundo. É preciso desenhar a superioridade do sistema voltado para a humanidade, o socialismo, sobre a máquina do lucro capitalista destruidora do humanismo?
É preciso denunciar o imperialismo
A mentira e o descaramento chegam ao paroxismo: Os EUA exportam guerras e mortes pelos nos cinco Continentes e são chamados pela imprensa capitalista de exemplo de democracia. Cuba exporta solidariedade humanitária e está na lista dos países terroristas. Eis a “justificativa” do bloqueio criminoso. Cuba é exemplo para o mundo de solidariedade internacionalista.
Não obstante todas as dificuldades e obstáculos enfrentados com bravura, encontra força moral para ajudar outras nações ainda em piores condições como fez com a criação das Brigadas médicas (Henry Reeve) e enviou “guerrilheiros sanitários” armados de vacinas e seringas para dezenas de países durante a Pandemia. Por todas as razões, saudamos os revolucionários e seus continuadores da obra de Fidel, Che, Camilo, Raul e cada um dos cubanos que luta e resiste. Manifestamos todo nosso repúdio aos terroristas estadunidenses e seu crime continuado de bloqueio econômico contra Cuba.
Viva Cuba que, apesar do cerco imperial, é o mais livre território das Américas!
Que seu povo pode dizer de cabeça erguida: 150 milhões de crianças e adolescentes dormem nas ruas ao redor do mundo, nenhuma delas vive em Cuba.