No Brasil e no mundo, militantes palestinos tem sofrido perseguições e ataques por parte de sionistas. É o caso de Rawa lsagheer, apoiadora do Jornal A Verdade e principal alvo das perseguições feitas por defensores do genocídio executado na faixa gaza.
Redação SP
Internacional – O cessar-fogo conquistado pelos palestinos após mais de dois anos de genocídio não eliminou os ataques dos sionistas contra esse povo. Enquanto o Estado de Israel intensificou o bombardeio na faixa de Gaza e no Líbano nos últimos dias, refugiados e militantes palestinos estão sendo perseguidos em diversas partes do mundo por defender sua terra.
No dia 07 de fevereiro, o coordenador europeu da Samidoun (Rede de Solidariedade aos Prisioneiros Palestinos) Mohammed Khatib foi detido e teve sua deportação definida pelo governo da Grécia sob a alegação de ameaça à “segurança nacional”.
No Brasil, o professor sionista Mauro Rosa (UFRJ) publicou uma série de vídeos repletos de informações falsas e incorretas acusando mulheres muçulmanas e movimentos palestinos de realizarem “turismo de parto” no Brasil e em outras partes do mundo.
O autor acusa as mulheres muçulmanas de gerarem filhos para serem educados por extremistas e se tornarem futuros terroristas do Estado Islâmico. Outras acusações que beiram a insanidade envolvem o Irã e falam de uma invasão muçulmana no Brasil.
Ambas alegações são termos sem significado que servem para confundir as pessoas e promover o ódio e preconceitos como xenofobia, islamofobia e racismo. Os comentários dos vídeos do professor Mauro Rosa – que já foi candidato pelo PMN e é assessor de um parlamentar do PL – demonstram o resultado dessa lógica irracional.
“Misericórdia senhor nos livra dessa cultura do mal”,“Já tenho visto mulheres aqui em Niterói RJ de cabeça coberta com lenços do tipo mulsumanos (sic). Acho que aos poucos estão entrando e infiltrando as culturas deles no Brasil. Tenho preocupação com isso sim”. Esses são alguns dos comentários publicados nas redes digitais por pessoas que citam Olavo de Carvalho e um suposto “islamocomunismo” para desumanizar os árabes e mulçumanos – principalmente as mulheres – e tentar justificar a perseguição contra quem luta pela libertação da Palestina e dos presos políticos mantidos nas prisões de Israel.
Enquanto isso, os verdadeiros terroristas são os soldados sionistas que assassinam crianças e bebês palestinos, que destroem casas, hospitais e universidades em Gaza e na Cisjordânia, além de atacar países como Síria, Líbano e Irã. Quando terminam esses serviços, viajam o mundo promovendo casos de xenofobia e racismo.
Já o professor, enquanto recebe salário pago pelos brasileiros, espalha mentiras sobre uma guerra cultural (em que ele defende o conservadorismo) e promove o ódio a um povo que sofre uma das maiores tentativas de extermínio dos últimos anos.
O acusador é um defensor de genocidas e terroristas, pois faz campanha pela libertação de criminosos como Bolsonaro e defende o carniceiro de Gaza, Benjamin Netanyahu. Não podemos aceitar que a universidade pública continue empregando quem promove mentiras e discursos de ódio.
Solidariedade com Rawa Alsagheer e o povo palestino
O autor dos vídeos escolhe alguns alvos específicos para além do povo palestino, tentando criminalizar essas pessoas e organizações e colocando-as em risco. Entre elas estão a Frente Palestina São Paulo, o Movimento do Caminho Revolucionário Alternativo Palestino (Masar Badil) e o bar e espaço cultural palestino Al Janiah, além de militantes como a jornalista palestina Soraya Misleh. Mas o principal alvo é Rawa Alsagheer, com exposição de fotos suas enquanto profere acusações falsas.
Rawa é refugiada palestina de origem síria e coordenadora da Rede Samidoun, uma das principais ativistas da luta palestina no Brasil. Pela luta que faz em defesa do seu povo, ela é consistentemente perseguida por grupos da extrema-direita. Essa perseguição provocou a sua demissão do Museu da Imigração e uma intimação pela Polícia Federal, além de diversas ameaças à sua vida
“A libertação da Palestina é a libertação de cada um de nós e a derrota do sionismo significa derrotar o capitalismo e o imperialismo”, afirmou Rawa para o Jornal A Verdade.
Além de contribuir com o Jornal A Verdade, Rawa esteve presente em nossa festa de 25 anos, em diversas manifestações e na organização e realização da Vigília de 24 horas pela Palestina
Nos solidarizamos com Rawa Alsagheer e reafirmamos nosso compromisso com a luta pelo fim do genocídio e pela libertação da Palestina!