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sábado, 28 de março de 2026

Luta pelo transporte mobiliza estudantes em Garanhuns (PE)

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Após receberem a notícia de que ficariam sem transporte coletivo, estudantes, moradores e militantes dos movimentos sociais de Garanhuns, agreste pernambucano, decidiram mobilizar a comunidade para lutar por um transporte público e de qualidade. 

Raul Herculano| Garanhuns


LUTA POPULAR- No final de fevereiro os estudantes de Garanhuns, agreste pernambucano, foram surpreendidos com a notícia de que a empresa de transporte local – Padre Cícero- teria a concessão para operar as rotas que atendia as comunidades do Boa Vista, Mundaú, João da Mata, Vale do Mundaú e Aloísio Pinto, em Garanhuns, agreste pernambucano, cancelada. Isso significava que, já na segunda (02/03), estudantes e trabalhadores ficariam sem transporte para o trabalho, escola e seus afazeres diários.

Diante desse absurdo, uma mobilização iniciou na cidade. A Unidade Popular, o Movimento Correnteza, o Movimento de mulheres Olga Benario e a União da Juventude Rebelião (UJR) iniciaram um abaixo-assinado entre os moradores, uma série de denúncias nos bairros e muita agitação contra esse retrocesso. E a mobilização provou que a luta vale a pena.

As mobilizações culminaram com uma reunião ampliada dos movimentos, que aprovou um ato na Universidade Federal do Agreste Pernambucano (UFAPE), um dos locais afetados pelo corte da linha de transporte. No dia 04 de março, a UFAPE recebeu a visita do Ministro da Educação, Camilo Santana, e contou com o apoio do sindicato dos servidores da universidade, servidores e Diretórios Acadêmicos que fortaleceram a luta junto aos moradores dos bairros e movimentos. Faixas, cartazes, caixa de som e panfletos endossavam ainda mais as denúncias.

O ato exigiu a retomada, ampliação e melhoria imediata do Transporte coletivo, a abertura “Restaurante Universitário a preço popular!”, inclusão dos estudantes universitários da rede federal no Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), construção de brinquedoteca e fraldários e outras 13 reinvindicações, as quais foram entregues ao Ministro da Educação e ao reitor da UFAPE. Estes se comprometeram na abertura do R.U até fevereiro de 2027, e a utilização do recurso R$ 20 milhões já previstos para a melhorias na estrutura da UFAPE.

Essa luta ocorre em meio a falta d’água na cidade, a ausência de uma delegacia da mulher que funcione 24 horas ou mesmo questões básicas, como saneamento básico para lhe dar com as chuvas e etc. Enquanto isso, sobra dinheiro no município para aumentar o vale-alimentação para os políticos, no valor de 5 mil reais, o estado anuncia que sobrou R$ 4 bilhões de Superávit e enquanto a federação destina R$ 1,82 trilhões ao pagamento dos juros da dívida pública.

A luta por transporte e melhorias na UFAPE também serviu para fortalecer e mostrar a força do coletivo e importância dos movimentos sociais na luta, essa que sempre nos ensina que não há outro caminho e alternativa para os mais pobres, se não construir cotidianamente uma alternativa de luta social em nosso estado e no país.  Como sempre dizemos, só conquista quem luta!

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