O Movimento Luta de Classes (MLC) convoca a classe trabalhadora para uma ofensiva nacional pelo fim da escala 6×1.
Coordenação Nacional do MLC
BRASIL – Para impedir que a classe trabalhadora tenha direito a viver para além de trabalhar, os bilionários têm apresentado números tentando demonstrar o “impacto negativo” do fim da jornada 6×1 na economia.
A verdade, porém, é que, reduzindo a jornada semanal de trabalho para 36 horas – como prevê a PEC nº 08/2025, de autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), e como defende o movimento sindical brasileiro –, estima-se que serão criadas 6 milhões de novas vagas de emprego formal. Isso elevaria em mais de 12,5% o número de trabalhadores com carteira assinada no Brasil, que hoje é de apenas 48,5 milhões. Com o fim da escala 6×1, a classe trabalhadora brasileira terá mais empregos com direitos garantidos e elevação dos salários.
Saúde do trabalhador
Com a sobrecarga de trabalho e os baixos salários, a vida é cada vez mais difícil para a classe trabalhadora. Hoje, a cada dia, mais de mil pessoas se afastam do trabalho em virtude de doenças mentais. Só em 2025, foram registrados quase 400 mil afastamentos por mais de 15 dias em postos de trabalho.
Entre 2023 e 2025, o número de afastamentos por doenças mentais cresceu em 79%, segundo dados do INSS analisados pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). Do ponto de vista econômico, o custo dos benefícios ultrapassou o montante de R$ 954 milhões só no último ano. Os dados consideram benefícios concedidos, incluindo auxílio-doença previdenciário, auxílio-doença por acidente do trabalho, aposentadoria por invalidez previdenciária e aposentadoria por invalidez de acidente do trabalho.
“Os afastamentos mostram o estágio mais grave do adoecimento. Antes disso, existe um contingente enorme de trabalhadores atuando com sofrimento psíquico, mas ainda sem chegar ao ponto de se afastar formalmente. É justamente nesse intervalo que o médico do trabalho tem papel decisivo ao identificar sinais, acolher o trabalhador e contribuir para a prevenção desses afastamentos”, afirma Francisco Cortes Fernandes, presidente da Anamt.
Por isso, o Movimento Luta de Classes (MLC) conclama a classe trabalhadora a se insurgir contra a escala 6×1 e a jornada de 44 horas semanais, realizando dias nacionais de luta, greves e paralisações para conquistar a redução da jornada de trabalho tanto nas convenções coletivas quanto em forma de lei no Congresso Nacional. Só com muita mobilização essa luta será vitoriosa!
Matéria publicada na edição impressa Nº 329 do jornal A Verdade