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terça-feira, 31 de março de 2026

Governo Cláudio Castro abandona educação pública no Rio de Janeiro

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Graças à Assembleia Legislativa (Alerj) e do Governo Cláudio Castro, o Rio de Janeiro é o único estado que não cumpriu os critérios do Fundeb.

Sara Melissa | Vice-presidente da AERJ


JUVENTUDE – No Rio de Janeiro, o início do ano letivo nas escolas está sendo marcado pela redução do orçamento, falta de estrutura e ataques à educação. Os culpados disso são o governador Cláudio Castro (PL) e os deputados da direita.

Graças à irresponsabilidade da Assembleia Legislativa (Alerj) e de Cláudio Castro, o Rio de Janeiro é o único estado que não cumpriu os critérios do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação pública no Brasil.

Por causa disso, a educação perdeu um investimento estimado em R$ 117 milhões. Para arrecadar o recurso, uma lei deveria ter sido aprovada dentro do prazo de dois anos, mas, passados mais de cinco anos, a votação não aconteceu. Para eles, a educação não cabe na pauta. Quem mais perdeu investimento foi a rede municipal.

Por um lado, são centenas de escolas sem climatização, estrutura e segurança. Do outro lado, o Governo responde com mais descaso. Mesmo com o estado batendo recordes de arrecadação financeira, a prioridade ainda é investir na guerra aos pobres, com operações policiais e esquemas de desvio de dinheiro.

Aprovação automática

O escândalo continua! No final de 2025, através de um decreto, Cláudio Castro e a Secretaria de Educação (Seeduc-RJ) implementaram, sem nenhuma consulta, um programa de aprovação automática. Agora, estudantes podem ser reprovados em até seis matérias e ficar de “dependência” no ano seguinte.

Eles querem maquiar os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do estado. O Rio de Janeiro ocupa a penúltima colocação entre as redes de todo país. Ao invés de resolver os problemas, preferem fingir que não existem!

Nenhum novo investimento será feito para reformar escolas que abrirão novas turmas de dependência em 2026. Para piorar, chantageiam os professores com “metas de desempenho” de aprovação de 95%. Caso atingida, os profissionais podem ganhar uma bonificação de até R$ 3 mil. A Seeduc aproveita dos baixos salários para assediar os professores.

Julia, estudante do CIEP Brasil-China, em Duque de Caxias, relata a falta de reformas e abandono. “O quadro branco da minha sala abriu um buraco e não é possível mais escrever. Nem todos os banheiros conseguimos usar, o do primeiro andar tem duas pias e nenhuma torneira. Às vezes, parece que meu colégio foi abandonado”, afirma.

A volta às aulas foi marcada pelo rompimento de grandes tubulações da empresa privatizada Águas do Rio. Alunos da rede estadual contam que a única solução dada à falta de água é o encerramento das atividades. “Estamos tendo pouco mais de uma hora de aula por dia, sendo liberados cedo. Algumas unidades não têm estrutura para nos receber. Mais uma vez, todo ano falta alguma coisa”, relata outra estudante.

Matéria publicada na edição impressao nº 329 do jornal A Verdade

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