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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Após 1 ano, assassinos de Pedro Henrique permanecem impunes

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Em fevereiro do ano passado, o jovem de 18 anos foi alvejado na cabeça pela Polícia Militar de Santa Catarina, na frente dos próprios pais. A família de Pedro Henrique continua na luta pela punição dos responsáveis.

Redação SC


Por volta das 21h30 do dia 26 de fevereiro de 2024, após ter sido baleado na cabeça pela Polícia Militar de Santa Catarina, o jovem de 18 anos Pedro Henrique Zaninotti de Souza, o PH, deu entrada no Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí (SC). Depois de 4 dias internado, Pedro Henrique não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Os PMs responsáveis pelo assassinato declararam a um jornal local, na primeira das várias versões apresentadas, que o tiro disparado na cabeça do jovem foi acidental. Também afirmaram que, mesmo que houvesse intenção, considerariam a ação como legítima defesa, pois segundo eles, houve luta corporal. 

Em declaração ao jornal A Verdade, um dos familiares da vítima negou a versão dos policiais: “O sentimento é de injustiça e impotência, a mídia da região retratou de forma totalmente mentirosa o acontecido. Trataram o menino como um bandido e levaram como base o depoimento da polícia, que depois foi desmentido pelo vídeo da câmera de segurança da casa. Eles não sabiam que tinha câmera de segurança na casa quando deram o primeiro posicionamento. A maior parte da mídia da região tratou o menino como um bandido, o que não é verdade”.

Polícia Militar, mídia burguesa e Estado têm sangue nas mãos

A câmera, que registrou a entrada de vários policiais no terreno, mostra a ação truculenta e a facilidade com a qual um único policial, com arma em punho, arrasta Pedro do quintal para a calçada da rua e realiza o disparo. Após isso, houve uma mudança na versão apresentada pela polícia, o que escancara a tranquilidade dos algozes em apresentar as versões que melhor os convém, pois sabem que a justiça burguesa só pune os trabalhadores pobres das periferias.

Grande parte da mídia da região, comprometida com os interesses dos ricos, tomou como verdade as declarações da Polícia Militar. O motivo do assassinato teria sido porque Pedro Henrique estava empinando sua moto pelas ruas do bairro, em Camboriú, cidade da região do Vale do Itajaí, e supostamente teria desrespeitado a abordagem da PM.

Segundo o raciocínio da polícia, esse é um motivo suficiente para tirar a vida de um jovem na frente dos próprios pais. 

A família busca por justiça através do Ministério Público, mas o órgão demora a dar andamento ao caso e até agora não houve punição aos envolvidos. Em uma sociedade de classes, dominada por uma minoria de ricos e onde os juízes não são eleitos pelo povo, a justiça também tem um lado.

Justiça por Pedro Henrique

Em Santa Catarina, a total parcialidade da “justiça” brasileira foi escancarada com o icônico jantar promovido pelo fascista Luciano Hang, dono das lojas Havan, investigado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), no qual os convidados eram os próprios desembargadores do TJ-SC, os quais podem ser destacados para analisar os casos que envolvem o empresário. 

Outro exemplo, também no estado catarinense, é o de Sônia Maria de Jesus, mulher negra que há mais de 40 anos é mantida em regime de escravidão na casa do desembargador Jorge Luiz de Borba.

No Brasil, a grande maioria dos assassinatos cometidos pela polícia atingem jovens moradores de bairros pobres, como PH, que têm seus direitos negados cotidianamente. Como reivindicam as famílias que lutam pela memória de seus entes queridos, a única forma de prevalecer a justiça por Pedro e também pelos milhares de jovens diariamente violentados pelo Estado é exigindo o fim da Polícia Militar e garantindo a punição dos assassinos de ontem e de hoje.

No capitalismo, quem controla o Estado, a polícia e os juízes são os mesmos ricos e poderosos que lucram e se beneficiam com o genocídio e a miséria do povo. Por isso, para as reivindicações das famílias se concretizem, se torna ainda mais necessário lutar para destruir esse sistema e construir o socialismo, onde o Estado estará sob o controle dos trabalhadores.

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