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segunda-feira, 2 de março de 2026

Trabalhadoras da Blisfarma deflagram greve

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A decisão de cruzar os braços foi tomada em assembleia no dia 06/02 na porta da fábrica Blisfarma, localizada em Diadema-SP, onde as operárias, em sua maioria, decidiram pela greve parando a produção até receberem os salários atrasados.

Lucas Barbosa e Ana Carolina | Diadema (SP)


Trabalhador Unido – Desde o final do ano passado, dezenas de trabalhadoras e trabalhadores da fábrica Blisfarma  Indústria Alimentícia e Farmacêutica estão sem receber os salários e o 13°. Além disso, a fábrica localizada em Diadema, nos bairros Cassa Grande e Serraria  parcela diversas o vale-alimentação

A Blisfarma é uma das principais fábricas do Setor Farmacêutico do ABC Paulista e possui contratos com grandes marcas do ramo,  Mesmo com o aumento da produção e dos lucros, a empresa não cumpria seu acordo com as trabalhadoras de pagar em dia o salário

Sem salário não tem trabalho

Sem uma solução apresentada pelos patrões, a indignação cresceu entre as trabalhadoras. Foi assim que, no início de 2026, o Movimento Luta de Classes recebeu diversas denúncias dos funcionarios através das brigadas do jornal A Verdade. 

Já nas primeiras brigadas, realizadas antes das 5h da manhã, ficou evidente a revolta e disposição de luta das trabalhadoras. Algumas operárias relataram que iniciaram um movimento dentro da fábrica para faltar coletivamente no trabalho, juntas elas decidiam o dia e paralisavam. 

“Nós fazíamos um combinado entre nós mesmas e parava o trabalho, faltava e procurava não comprometer nosso trabalho, a verdade é que estamos revoltadas que sem salário não tem trabalho”, relatou uma operária da linha de produção

Com as panfletagens e brigadas do jornal diariamente, o MLC juntamente com o STILASP, sindicato que representa a categoria, propôs convocar a assembleia para decidir os rumos da luta. 

A disposição de construir uma greve crescia no interior da fábrica, o movimento se difundia e foi decidido crescer adesão da greve juntando forças com as operárias da Blisfarma das duas unidades, que vivem os mesmos problemas. 

As trabalhadoras decidiram cruzar os braços e ficou provado que quem realmente faz a fábrica funcionar são os operários. A decisão tomada em assembleia contou com a mobilização do MLC com apoio do sindicato.

Brigadas e panfletagens do MLC na porta da empresa impulsionaram greve (Foto: JAV SP)
Brigadas e panfletagens do MLC na porta da empresa impulsionaram greve (Foto: JAV SP)

A luta continua

O resultado da greve na Blisfarma foi imediato, no mesmo dia da assembleia que aprovou a paralisação, o primeiro salário atrasado foi depositado e a movimentação já mostrava o caminho da luta.

Ainda assim, a empresa segue dando calote nas funcionárias e muitas demandas ainda não foram atendidas.

Enquanto não for pago tudo que a empresa deve às trabalhadoras e trabalhadores a luta continua. O MLC segue organizando as panfletagens na porta da fábrica e realizando o trabalho na base, para conquistar cada direito, contra a exploração dos patrões e pelo Socialismo.

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