Lei para legalizar execução de palestinos que lutam pela liberação de seu país mostra o caráter fascista do regime sionista israelense.
Felipe Annunziata | Redação
INTERNACIONAL – A comemoração efusiva do ministro fascista israelense Itamar Ben-Gvir com direito a champanhe no meio do plenário do Knesset, o parlamento de Israel, já demonstra o que está por vir no regime sionista. Ben-Gvir faz parte da coalização de extrema-direita liderada pelo ditador Benjamin Netanyahu e desde sempre defende o genocídio do povo palestino de Gaza e a expulsão de todos os não-sionistas de Israel.
A “celebração” não era à toa, o grupo político do ministro conseguiu aprovar a chamada “Lei de Pena de Morte para Terroristas”, na realidade uma lei que impõe a pena de morte quase sumária a qualquer palestino que participe de atos de resistência à colonização sionista que gerem mortes de israelenses. O objetivo do governo de Israel é executar o quase 10 mil prisioneiros palestinos que mantém sob tortura nas masmorras espalhadas pelo território, entre eles se encontram cerca de 350 crianças.
Regime fascista se aprofunda em Israel
O que se aprovou em Israel nesta semana marca o aprofundamento do caráter fascista do regime sionista. A legislação é na realidade uma lei para executar palestinos presos, pois na prática impede que qualquer judeu sionista possa ser condenado com a mesma pena que um palestino. Além disso, ela estabelece um prazo de até 90 dias para a execução da pena, um dos menores prazos do mundo.
Em Israel e nos territórios ocupados da Palestina, o regime sionista utiliza um sistema de apartheid para perseguir e explorar a população palestina. Não existem direitos jurídicos igual para toda a população.
Palestinos de Gaza e da Cisjordânia só podem ser julgados por tribunais militares enquanto que quem tem cidadania israelense tem direito a um processo num tribunal civil, como ocorre na maioria dos países. De acordo com organizações de direitos humanos, entre 96% e 99% dos palestinos julgados por tribunais militares israelenses são condenados. A lei só se aplica a quem é julgado por tribunais militares, isto é, a população palestina.
Antes, Israel era constrangido internacionalmente pelas mortes de palestinos presos por conta das condições desumanas em suas masmorras. Agora, o regime sionista perdeu qualquer vergonha e passa a legalizar a situação dos reféns políticos palestinos. Não deixa nada a perder às práticas do nazi-fascismo na Europa.
A aprovação desta lei fascista, junto com a atual guerra no Oriente Médio e a opressão do povo palestino, que completa 78 anos em 2026, é a forma que os sionistas tem de garantir seu domínio como principal representante do capital imperialista naquela parte do mundo. É preciso ampliar a denúncia e o isolamento do regime israelense e ampliar a solidariedade com o povo palestino.