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quarta-feira, 8 de abril de 2026

A educação não é mercadoria: barrar a terceirização nas escolas de BH!

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A terceirização nas escolas de BH avança com o Novo Integral, precarizando o trabalho docente e atacando o direito à educação pública gratuita. Sob o comando da prefeitura, a gestão substitui profissionais concursados por mão de obra superexplorada e transforma o ensino em mercadoria. Diante do sucateamento da rede municipal e do confisco de direitos, a classe trabalhadora se organiza para barrar o projeto da burguesia e exigir a nomeação imediata dos aprovados em concurso.

Reinilson Câmara – Belo Horizonte (MG)



Belo Horizonte
– Nos últimos meses, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) impôs goela abaixo o chamado “Novo Integral”. Através de um autoritário “Documento Orientador”, a gestão de Álvaro Damião e Natália Araújo rasga as diretrizes elaboradas pela categoria e impõe uma visão de mercado para nossas crianças.

Ao focar apenas em treinar para avaliações de larga escala — visando bater metas artificiais — a SMED rouba dos filhos da classe trabalhadora o direito ao desenvolvimento pleno. Essa escola conteudista tem um objetivo claro: formar precocemente mão de obra barata e sem senso crítico para ser moída pela exploração capitalista.

A terceirização como arma dos patrões

O golpe vai além da sala de aula: é uma reforma trabalhista disfarçada. Ao instituir a lógica de “turno e contraturno”, a Prefeitura escancara o cofre público para a iniciativa privada. O tempo com professores concursados é trocado pela velha “Integradinha”, entregando o ensino a falsas ONGs (OSCs) e Caixas Escolares.

Essa manobra divide a nossa classe. O prefeito não nomeia os professores aprovados e joga “monitores” e “oficineiros” na superexploração, negando direitos e exigindo jornadas exaustivas. É o capital lucrando com a precarização de quem trabalha e com a piora no ensino de quem estuda.

O caos no chão da escola

A realidade nas escolas é de completo estrangulamento. Faltam professores. O adoecimento da categoria bate recordes. As “dobras” de turno viraram regra para tapar buracos, e direitos básicos, como férias-prêmio, foram confiscados na prática.

Os dados do próprio Portal da Transparência provam que a escassez é um projeto político: há mais de 3.000 vagas em aberto. Faltam apenas 243 pessoas para zerar a lista de aprovados (Concurso 03/2023). Ainda assim, a convocação é a conta-gotas. A indignação ferve nos corredores:

“Fui aprovada no concurso e muitos aguardam nomeação. A realidade nas escolas é de falta de profissionais, sobrecarga e prejuízo para as crianças. O concurso está próximo de vencer: por que não fomos chamados?” — Maria, professora aprovada.

“Temos uma lista imensa de aprovados e a rede cheia de desfalques. Dobras são oferecidas todos os dias e turmas são fechadas por falta de profissionais.” — João, educador da rede.

“É alarmante. O prefeito injeta milhões nas redes parceiras e deixa as EMEIs de lado. Nossos filhos merecem muito mais do que improviso.” — Ana Lúcia, mãe de aluno.

O Estado Burguês e a nossa tarefa

Não falta verba nem profissional. O que existe é a máquina do Estado operando para transferir a riqueza produzida pelos trabalhadores para os bolsos dos empresários da educação.

A raiz dessa precarização é o capitalismo, que transforma o futuro das nossas crianças em mercadoria. A Prefeitura só vai recuar quando sentir o peso do punho cerrado da classe trabalhadora nas ruas e nas greves. A saída não virá de acordos de gabinete, mas da organização coletiva e revolucionária.

Se você sente a revolta de ver a escola pública destruída; se sofre com as dobras, com a espera pelo concurso ou com a terceirização, venha construir a resistência. Junte-se ao Movimento Luta de Classes (MLC)! Nossa luta imediata é pela nomeação dos concursados e pelo fim da terceirização, mas nosso horizonte histórico é a superação da exploração capitalista e a construção do Poder Popular.

Pela Educação Pública, Gratuita e para a Classe Trabalhadora!

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