2.800 pessoas foram mortas no Paraná como resultado da política fascista de Ratinho Júnior e da polícia militar contra a juventude periférica. A pré-candidatura à presidência de Samara Martins da Unidade Popular pelo socialismo deve ser a resposta do povo contra essa violência.
André Peixe e Davi Duarte | Redação Paraná
LUTA POPULAR – Na tarde do dia 13 de fevereiro de 2026, a Polícia Militar de Curitiba torturou e executou William Barbosa da Silva, de 28 anos, na comunidade da Vila Torres no bairro Prado Velho em Curitiba (PR). Na mesma tarde, os moradores bloquearam com fogo a Avenida das Torres, uma das principais vias de acesso ao centro da cidade, para denunciar a onda de violência dos policiais na região. Essa é mais uma das 2.800 mortes promovidas pela PM nos últimos 7 anos do governo Ratinho Júnior no Paraná.
Negligência do governo é a principal causa da violência
A Vila Torres surgiu nos anos 50 como Vila Capanema e foi uma das primeiras favelas de Curitiba, fruto de um constante processo de abandono do estado que nunca garantiu saúde, moradia e educação aos que chegavam na região durante o processo de gentrificação do centro da cidade. A segurança sempre foi a principal demanda dos moradores, que além de lidar com a violência do tráfico, convivem com as chacinas policiais.
Assim como o governador Caio Castro (RJ), Ratinho Júnior (PR) vem usando da violência policial para se promover politicamente. Um exemplo foi a nomeação do coronel-geral da PM, Hudson Leôncio Teixeira, como secretário de segurança pública do Paraná em janeiro de 2023. Ele é investigado por, durante os bloqueios bolsonaristas que pediam a intervenção militar em 2022, prevaricar ao não retirar os golpistas das estradas. Antes disso, em 29 de abril de 2015, foi o comandante do batalhão de operações policiais especiais (BOPE) que, cumprindo ordens do ex-governador corrupto Beto Richa (PSDB), reprimiu violentamente os servidores públicos que protestavam contra as medidas de enfraquecimento dos direitos de previdência (Paraná-previdência) e desvios de verbas dos servidores para o caixa do governo.
A morte da juventude periférica como plataforma eleitoral
Assim fica claro que o objetivo de Ratinho Júnior é construir um governo baseado na superexploração dos trabalhadores, enfraquecendo os direitos dos paranaenses para privilegiar o lucro da burguesia que se beneficia diretamente dessa política por meio da violência do estado. A burguesia então financia suas campanhas e os eleitores paranaenses sentem a falsa sensação de proteção promovida pelas ações midiáticas da polícia militar que assassinam indiscriminadamente a nossa juventude.
Segundo o Fórum de Segurança Pública, durante o mandato de Ratinho Júnior (2019 – 2025) a polícia militar do Paraná assassinou mais de 2.800 jovens. A maioria eles, executados sem direito à defesa e sem nenhuma prova de confronto direto, como foi o caso de Wender e Kelvin e de Anderbal e William Júnior, em Londrina. Os casos de violência na Vila Torres, seu processo de favelização e o abandono institucional do Estado são reflexos da manutenção do poder no sistema capitalista.
Samara Martins é a resposta do povo!
Ratinho Júnior tem se promovido como possível candidato à presidência do Brasil nas eleições de 2026. Sua política, a da extrema direita, precisa ser denunciado à toda classe trabalhadora pelos militantes organizados da Unidade Popular e seus movimentos. Além da denúncia, é preciso apresentar à população a pré-candidatura de Samara Martins, vice-presidente da Unidade Popular pelo Socialismo e diretora nacional da Frente Negra Revolucionária. Samara é trabalhadora do SUS, mulher, negra e mãe, defende o fim do extermínio da juventude periférica do nosso país e um plano de governo revolucionário que combate o racismo. Somente a revolução socialista e a conquista de um governo popular será capaz de colocar fim à violência da polícia militar e julgar os torturadores de ontem e de hoje!