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Projeto de Terceirização é colocado em votação na Câmara

Trabalhadores contra a Terceirização

Trabalhadores contra a Terceirização

O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM/RJ) antecipou a votação do projeto de lei da Terceirização para amanhã (21), passando na frente da Reforma da Previdência. A mudança se deu porque, para Rodrigo, a Lei da Terceirização “é mais fácil de passar”. A ideia é que o projeto seja aprovado até a quarta-feira.

A votação desse PL é “simples”, exigindo apenas a maioria simples dos votos na Câmara para ser aprovado, enquanto que a Reforma da Previdência exige votação em dois turnos com um quórum maior.

Relembre o Projeto de Lei

Se aprovado, esse PL permitirá a terceirização das atividades fins. Isso significará que todos os funcionários das empresas, fábricas e demais serviços, poderão ser contratados via uma empresa terceirizada. As consequências para os trabalhadores serão drásticas: em média, os trabalhadores terceirizados ganham 25% a menos de salário e trabalham três horas a mais que os contratados diretos. Além disso, os terceirizados são as maiores vítimas de acidentes de trabalho. Ou seja, é um projeto que beneficia apenas aos patrões, que terão mão de obra mais barata trabalhando mais e com menos direitos, já que a terceirização afeta também a representação sindical desses funcionários.

Trabalhadores nas ruas para barrar o retrocesso

Numa jogada de cartas, o presidente da Câmara quer adiar a votação da Reforma da Previdência devido às últimas manifestações ocorridas no dia 15 em todo o país, desviando o foco para a votação de um PL há muito não falado pelas centrais sindicais: a terceirização. Duas coisas tiramos desse fato: primeiro, a pressão dos trabalhadores traz resultados, intimidando as ações dos corruptos no Congresso; segundo, é preciso reacender a chama da luta contra a terceirização, convocando todos/as os/as trabalhadores/as para às ruas para barrar a aprovação desse PL.

Não podemos desanimar. Devemos convocar todos e todas para uma nova onda de atos e greves contra a reforma trabalhista de Temer e dos patrões.

Redação PE

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