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UP conquista 60 mil apoiamentos no Rio Grande do Sul

A construção da Unidade Popular (UP) no Rio Grande do Sul, assim como no Brasil inteiro, é uma questão urgente. O governo estadual de José Ivo Sartori (MDB) promove constantes ataques contra o povo gaúcho: sem qualquer consulta popular, tentou privatizar a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia Riograndense de Mineração (CRM), a Companhia de Gás do RS (Sulgás), a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e mesmo o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). Não conseguiu devido à grande mobilização popular contra o pacote de privatizações.

Além disso, o governo de Sartori iniciou seu mandato fechando a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, o que resultou no aumento de casos de violência. Somente em 2017, 23 mil mulheres denunciaram lesão corporal, 1.661 foram estupradas e 83 feminicídios foram consumados. A violência contra a mulher no Estado motivou o Movimento de Mulheres Olga Benario a construir a Ocupação Mulheres Mirabal, que já atendeu mais 200 mulheres e fez o acolhimento de mais de 70, sendo a segunda ocupação deste tipo na América Latina.

 O Governo do Estado também ordenou centenas de despejos de ocupações durante estes quatro anos, demonstrando que está a serviço da especulação imobiliária e de costas para o povo. Ocupações que, como em todo o Brasil, reivindicam o direito básico à moradia, a exemplo da Ocupação Lanceiros Negros, organizada pelo Movimento de Luta nos Bairro, Vilas e Favelas (MLB) em um prédio público fechado há mais de 10 anos, são brutalmente despejadas apenas para aterrorizar o povo. Após a reintegração de posse truculenta organizada a mando do Governo do Estado, o prédio segue fechado há mais de um ano servindo de moradia para ratos e baratas.

Este governo é marcado pelo desrespeito com que vem tratando os funcionários públicos do Estado, ao parcelar há mais de 31 meses os salários de trabalhadores estaduais. Sartori também se coloca como inimigo da educação: fechou 3.081 turmas desde que assumiu. O parcelamento de salários e fechamento de escolas motivou uma greve dos professores do Estado, que durou mais de dois meses, no ano passado.

Nesse contexto, é necessária uma grande mobilização para combater os retrocessos que vêm sendo impostos. Os militantes do MLB, do Movimento de Mulheres Olga Benario, da União da Juventude Rebelião e do Movimento Luta de Classes vêm ocupando os trens, bairros, pontos de ônibus e locais com grande circulação de pessoas para denunciar os ataques do governo e apresentar uma alternativa de luta para a classe trabalhadora: a Unidade Popular.

Nosso partido vem crescendo muito nos últimos meses, fruto de muita dedicação e organização. A UP vem ampliando o número de assinaturas de apoiamento mês a mês, chegando, em julho, à importante marca de 60 mil assinaturas coletadas no Rio Grande do Sul desde o início da campanha. Além disso, já inserimos mais de 45 mil fichas no sistema do TSE, das quais 22 mil já foram aceitas pela Justiça Eleitoral.

A diferença entre o número de pessoas que apoiaram conscientemente a criação de nosso partido e o número de assinaturas reconhecidas pela Justiça Eleitoral demonstra a grande barreira que está sendo imposta pelas instituições para nossa legalização. Isso porque o nosso partido está nascendo sem um real das megaempresas, dos latifundiários e dos partidos que viraram as costas para as necessidades do povo, o que preocupa muito o sistema eleitoral da burguesia.

Em nossas coletas, ampliamos a venda do jornal A Verdade: em média, temos um exemplar vendida para cada dez assinaturas coletadas, demonstrando a consciência da classe trabalhadora em contribuir financeiramente com nossa legalização e sua vontade de acessar a mídia popular, ao saber que não estão apoiando a criação de mais um partido dos ricos, dos empresários, e sim um partido popular sustentado com a venda de jornais, rifas, camisetas e jantares de arrecadação de fundos.

Estamos na reta final de nossa campanha de legalização e nossa resposta às dificuldades de todas as naturezas que vêm sendo impostas pelos ricos e poderosos do nosso país é colocar cada vez mais dedicação, disciplina e alegria na tarefa de construir um partido que nasce no seio da classe trabalhadora, genuinamente popular, e que luta por uma sociedade sem explorados e oprimidos, a sociedade socialista! Até a vitória, sempre!

José Roberto e Vinícius Stone, Porto Alegre

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