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Lutas feministas e por igualdade entre povos e raças ganham espaço no Congresso dos EUA

A eleição para a Câmara dos Deputados nos Estados Unidos foi uma grande surpresa para a maioria do mundo. A vitória Democrata quebrou a hegemonia absoluta do Partido Republicano. Os norte-americanos (em especial as norte-americanas) disseram nas urnas que representatividade importa. A marcha das mulheres contra o presidente Donald Trump foi fundamental para ampliar a participação das mulheres americanas de diversas etnias no parlamento.

O Congresso nunca teve uma indígena entre seus representantes em seus mais de 230 anos de história e, nestas eleições, duas conseguiram entrar. Uma delas é Deborah Haaland, a futura legisladora do Novo México. Haaland, de 57 anos, pertence à tribo de Pueblo de Laguna, uma das 566 reconhecidas legalmente no país. Alexandria Ocasio-Cortez, a mulher latina mais jovem ganhou por mais de 75% em seu distrito e vai representar Nova Iorque, como a mais jovem do parlamento, com apenas 29 anos. A mulher socialista eleita foi Ayanna Pressley, que ganhou em um dos distritos de Massachusetts. Assim fortalecerá a bancada da esquerda, que seguirá com a atuação dos veteranos Bernie Sanders e Elisabeth Warren, reeleitos.

Foram eleitas também as primeiras mulheres islâmicas ao Congresso, Rashida Tlaib e Ilhan Omar (Omar é refugiada da Somália). As muçulmanas, que nunca haviam sido representadas. A democrata Rashida Tlaib, filha de pais imigrantes palestinos, venceu em Michigan. Ilhan Omar também se transformou na primeira legisladora norte-americana de origem somali. Ainda a primeira representante dos negros e das negras eleitos por Massachusetts e Connecticut. E mais: o primeiro governador homossexual eleito: Jared Polis, do Colorado.

Veronica Escobar e Sylvia Garcia, as primeiras legisladoras latinas do Texas, conseguiram vitórias esmagadoras. Ainda que os latinos sejam quase 40% da população do Estado, os texanos nunca haviam eleito uma mulher latina ao Congresso. Foi também a primeira vez que mulheres se elegem na história de vários cargos: primeiras senadoras por Tennessee e Arizona e a primeira governadora mulher de Dacota do Sul e Maine.

O Congresso eleito terá um recorde de participação feminina, com mais de 110 mulheres eleitas. O resultado dessas eleições demonstra a força das mulheres, imigrantes, comunidade LGBTTQ e negros diante dos atos de fascismo e de retirada de direitos impostos por Trump.

Claudiane Lopes, jornalista

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