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No 8 de março, mulheres de todo o Brasil lutam contra a Reforma da Previdência e denunciam os feminicídios!

Na sexta-feira, 8 de março – Dia da Mulher Trabalhadora, milhares de brasileiras saíram às ruas com o lema “Pela vida das mulheres; não à Reforma da Previdência e somos todas Marielle”. As ruas de todas as capitais dos estados, além de várias cidades do interior, foram tomadas por mulheres protestando contra o desmonte da Previdência, o aumento no número de feminicídios e os retrocessos do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

O Movimento de Mulheres Olga Benario esteve presente em boa parte desses atos unificados, como também levantou outras pautas importantes para as mulheres em atividades específicas.

Em Belo Horizonte (MG), a mobilização começou às 08h00, onde 200 militantes do Olga Benario e do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) ocuparam um prédio da Previdência Social para denunciar a proposta de reforma de Bolsonaro, que obriga o trabalhador a contribuir por, no mínimo, 40 anos para ter o direito à aposentadoria integral.

As mulheres devem contribuir até os 62 anos para receberem aposentadoria integral, mas, para elas, esta situação é ainda mais prejudicial, pois as mulheres enfrentam a jornada dupla (ou tripla) de trabalho, tendo que cuidar de tarefas domésticas, além de receberem salários menores que os homens e sofrerem assédio no ambiente de trabalho. As mulheres também denunciaram a falta de moradia digna, o alto custo de vida, o aumento da violência de gênero e da violência contra a juventude negra nas periferias.

Em Porto Alegre (RS), o movimento ocupou a Secretaria Municipal de Educação com mais de 50 militantes exigindo mais vagas de creches públicas, pois o número de vagas para a demanda de mulheres que precisam de um lugar para deixar seus filhos enquanto trabalham.

As maiores manifestações ocorreram na capital paulista, que reuniu, de acordo com a organização, mais de 60 mil pessoas. No Rio de Janeiro, com mais de 50 mil pessoas concentradas na Candelária. Em Recife, com cerca de 15 mil pessoas, saindo da Praça do Derby. Em Fortaleza, a concentração do ato foi na Praça da Justiça e reuniu, ao todo, cerca de 5 mil pessoas. Em Salvador, foram mais de 64 instituições que lutam pelos direitos das mulheres que participaram do ato religioso e da marcha que saiu da Praça da Sé, no Centro Histórico, em direção ao bairro do Campo Grande.

Belém, Teresina, Fortaleza, Juazeiro do Norte, Crato, Natal, João Pessoa, Campina Grande, Patos, Recife, Caruaru, Salvador, Feira de Santana, Jacobina, Sergipe, Maceió, Belo Horizonte, Ouro Preto, Juiz de Fora, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia, Brasília, Florianópolis e Porto Alegre foram as cidades em que o Movimento Olga Benario esteve presente nas manifestações levando o seu recado através do jornal A Verdade, totalizando uma venda nacional 921 exemplares.

Em todos as manifestações foi celebrado o legado da militante e vereadora Marielle Franco (PSOL). Assassinada no Rio de Janeiro em 14 de março de 2018, a vereadora tornou-se uma inspiração para trabalhadoras e mulheres negras que lutam contra injustiças em todo o país.

“Para o Movimento Olga Benario, o 8 de Março foi uma grande oportunidade de as mulheres se organizarem contra o avanço do fascismo, pois só a luta, com unidade popular, poderá acabar com qualquer retrocesso e conservadorismo na política brasileira, além de conquistarmos mais direitos para nós, mulheres”, afirma Indira Xavier, da Coordenadora Nacional do Olga.

Importante ressaltar que o 8 de Março é um dia de muitas lutas das mulheres em todas as partes do mundo. É um dia para homenagearmos todas as mulheres que constroem com muito trabalho e suor o mundo em que vivemos. É um dia para homenagearmos Dandara de Palmares, Luiz Mahin, Marielle Franco, Clara Zetkin, Helenira Resende, Alexandra Kollontai, Margarida Maria Alves, Eliana Silva, Valdete Guerra, Iara Iavelberg, Esperança Garcia, Carolina Maria de Jesus e milhares de mulheres lutadoras, mulheres da periferia, do campo e das cidades, mulheres que enfrentam todos os dias o sistema patriarcal e capitalista que as assassina e explora. Lutamos por um mundo onde as mulheres possam viver livremente e sem exploração!!!

Claudiane Lopes, jornalista e membro da Coordenação Nacional do Movimento de Mulheres Olga Benario

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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