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Operário morre soterrado em Mogi das Cruzes

Salvino Borges Gomes Gonçalves, operário mogiano, morreu durante uma obra de substituição de ligações de água e esgoto.
Antônio Marcos Firmino sendo levado ao Hospital Luzia. (Foto: Eisner Soares/O Diário)

MOGI DAS CRUZES – O operário da Semae (Serviço Municipal de Águas e Esgoto), Salvino Borges Gomes, 38 anos, morreu ontem (09) às 14h30 em uma vala que desmoronou durante uma obra de substituição de ligações de água e esgoto na rua Joaquim Fabiano de Melo. Com o desmoronamento, outro trabalhador ficou gravemente ferido. Antônio Marcos Firmino, 49, estava no mesmo buraco que Salvino e foi internado em estado grave no Hospital Luzia de Pinho Melo.

Argentino Coqueiro, delegado do 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes, abriu um inquérito para investigar as causas do desmoronamento em conjunto com o Semae que, até o momento, apenas emitiu uma nota de apoio às famílias.

O trabalho dos(as) operários(as), desde a construção civil até a manutenção do serviço de esgoto, tem uma importância primária na solidificação do funcionamento das cidades. Porém, sendo os(as) operários(as) os elementos determinantes da atual sociedade, o reflexo da vida desses(as) trabalhadores(as) é cada vez mais desgraçada. Não é a primeira vez e nem será a última que o Jornal A Verdade denuncia as mortes de operários(as) em seus locais de trabalho.

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A mortalidade entre a classe trabalhadora com carteira assinada, somente em São Paulo, chegou a 7,62% a cada 100.000 pessoa, segundo o Fundacentro. Isso significa que um número cada vez maior de operários(as) estão morrendo em seus locais de trabalho. Além da escravidão assalariada, jornadas de trabalho cada vez maiores, assédios diários, ter o fruto do seu trabalho roubado por uma minoria de capitalistas, a classe operária está literalmente sendo colocada para morrer nos locais de construção e manutenção das cidades paulistas.

Isso exige uma resposta à altura, uma resposta que faça tremer toda a base de sustentação da sociedade capitalista brasileira hoje e isso é, inevitavelmente, através da greve geral no dia 14 de junho contra a Reforma da Previdência. Reforma essa que, tal qual a Reforma Trabalhista e as terceirizações irrestritas, condena à morte os(as) trabalhadores(as) que se sacrificam todos os dias para sustentar as cidades brasileiras.

Ao compor a liderança da greve geral, a classe operária demonstra sua força, ganha consciência e se prepara para as mais diversas lutas que virão em nosso país para debilitar e destruir Bolsonaro e o capitalismo.

REDAÇÃO – JORNAL A VERDADE

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