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Bolsonaro incentiva latifundiários a queimarem Amazônia

Os recentes incêndios florestais mostram as consequências práticas da política reacionária de Bolsonaro.

Israel Souza
União da Juventude Rebelião


Foto: DivulgaçãoEstado de Roraima declarou estado de emergência

BRASÍLIA – Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de focos de incêndio florestal aumentou 82% entre janeiro e agosto de 2019 na comparação com o mesmo período de 2018. Entre os dias 1 de janeiro e 18 de agosto deste ano, foram registrados 71.497 focos de incêndios, 82% maior do que o mesmo período do ano passado (39.194 focos). A última grande onda é de 2016, com 66.622 focos de queimadas entre essas datas.

A Amazônia é o bioma mais afetado, com 51,9% dos casos, seguido do Cerrado, com 30,7% dos registros de queimada. Isso tem se dado por uma série de motivos e os impacto dessa realidade afetam diretamente no nosso cotidiano. O primeiro deles sem dúvidas tem sido os posicionamentos do atual presidente, que atua dias após dia para desmontar os órgãos responsáveis pela regulamentação e preservação do meio ambiente e das florestas e vai todos os dias incentivar latifundiários a invadirem terras indígenas e queimarem a Amazônia.

Mas um militar fazer isso não é novidade no Brasil, a ditadura militar foi responsável por crimes que o diabo se envergonharia de fazer. Desde um desmatamento gigante até o genocídio de milhares de indígenas. Agronegócio é responsável pelas queimadas. Mas o desmatamento não nasceu em 2019 e as atuais queimadas só foram possíveis graças a um código florestal altamente elegioado por fazendeiros e defendido por setores do PT, que sancionou o código, e por vários parlamentares do PCdoB.

O principal desmatador do Brasil é a pecuária.De acordo com um estudo divulgado em 2011 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 62,2% dos 720 quilômetros de áreas desmatadas na floresta amazônica foram ocupados por pastagens. Seguida pela extração de madeira, pela pecuária, em especial de soja e pelas hidrelétricas.

Dentre as consequências do desmatamento, podemos citar exposição do solo aos agentes intempéricos, o que eleva os casos de erosão e, em regiões de clima árido e semiárido, até a intensificação do processo de desertificação e com o desmatamento, determinadas localidades podem desertificar-se; extinção de espécies, sobretudo as chamadas endêmicas, que se restringem a uma área espacialmente limitada.

Para essas espécies, as florestas são habitat e fonte de alimento, de forma que a sua retirada descontrolada pode gerar um grande prejuízo ambiental. A extinção de muitas espécies está relacionada com o desmatamento; alteração ou até extinção de cursos d’água, que dependem das florestas para o controle do assoreamento de seus leitos e também para a manutenção de suas margens, evitando ou diminuindo os casos de erosão fluvial. Sem as florestas, muitas nascentes deixam de existir e muitos rios ficam comprometidos.

A ausência das florestas pode intensificar a erosão da margem dos rios; e problemas climáticos, haja vista que muitas florestas emitem uma grande quantidade de umidade para a atmosfera, de forma que a sua retirada acarreta menores quantidades de chuva e interferência nas médias de temperatura em várias outras regiões que costumam receber essa umidade. Há indícios de que o aumento do desmatamento seja um dos principais fatores responsáveis pelo Aquecimento Global.

Bolsonaro Prefere Lucro Acima da Vida

Porém, mesmo com todas essas evidências, com todas as pesquisas, com todo o trabalho desenvolvido sobre a importância das florestas, o Brasil ainda vive um grande problema: vive sob o regime capitalista! E, como diz o próprio nome, o capitalismo tem o capital, o dinheiro como principal, o lucro acima da vida. Para tanto, a burguesia faz das eleições um jogo de cartas marcadas e elege uma marionete a cada 4 anos para fazer tudo que ela quer.

Jair Bolsonaro é a marionete da vez, e ele cumpre seu dever com os patrões religiosamente. Tem até feito vários incentivos para que fazendeiros invadam terras indígenas demarcadas, que por lei são áreas de preservação, e queimem as florestas.

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