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É necessário unidade popular para enfrentar o fascismo

As organizações populares que lutam por justiça social e contra a espoliação imperialista no Brasil devem redobrar a vigilância e as ações de autodefesa. A cada dia são reveladas novas provas da relação direta da família Bolsonaro com criminosos milicianos do Rio de Janeiro. Grupos terroristas de extrema direita sentem-se cada vez mais confortáveis em contar com a colaboração do executivo federal e de alguns governos estaduais.  É preciso unir todas as organizações defensoras das liberdades democráticas para exigir que esses criminosos sejam revelados e punidos. 

Redação


Foto: Reprodução

Em um vídeo divulgado na noite do natal, 25 de dezembro, um grupo fascista assumiu a autoria do atentado terrorista perpetrado contra a produtora audiovisual do canal do youtube Porta dos Fundos. O atentado realizado com bombas incendiárias, conhecidas como coquetéis-molotov, no dia 24 de dezembro, provocou danos materiais e um incêndio, que foi contido por funcionários do prédio.

No vídeo, é possível ver um homem mascarado, rodeado por símbolos que evocam o período monárquico no Brasil e a marca do Sigma, símbolo do partido fascista que existiu na década de 1930 e foi protagonista de um golpe fracassado contra o governo de Getúlio Vargas. O homem afirma que promoveu o ataque contra a produtora para combater o que ele chama de marxismo cultural, termo propagado pelo astrólogo Olavo de Carvalho, ideólogo do governo Bolsonaro e de muitos de seus ministros.

A existência de organizações terroristas de ideologia fascista e de extrema direita é recorrente na história do Brasil. O atentado a bomba no Centro de Convenções Riocentro, ocorrido em 30 de abril de 1981, é um dos exemplos da ação desses grupos que buscam impor através do terror, da força e do medo, suas ideias reacionárias e ditatoriais. Desgraçadamente, esses grupos terroristas sempre contaram com a atitude leniente das forças de segurança do Brasil, quando não operaram com colaboração direta dessas forças.

Nenhum argumento pode justificar ações terroristas desta natureza, atentando contra a vida e a liberdade de expressão. O fato desta organização apresentar-se como um grupo tosco, autor de um ataque desarticulado e com argumentos torpes e confusos, em nada diminui a gravidade do ato e demanda ação urgente da polícia federal no sentido de desvendar os autores, seus colaboradores e desarticular esta organização terrorista. Neste contexto, apenas uma atitude leniente pode justificar que a polícia não descubra e nem leve à justiça os culpados.

As organizações populares que lutam por justiça social e contra a espoliação imperialista no Brasil devem redobrar a vigilância e as ações de autodefesa. A cada dia são reveladas novas provas da relação direta da família Bolsonaro com criminosos milicianos do Rio de Janeiro. Grupos terroristas de extrema direita sentem-se cada vez mais confortáveis em contar com a colaboração do executivo federal e de alguns governos estaduais.  É preciso unir todas as organizações defensoras das liberdades democráticas para exigir que esses criminosos sejam revelados e punidos. 

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