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PM atira no peito de cozinheiro na Zona Leste de São Paulo

No último domingo (26), durante um baile funk no bairro 5 de Julho em São Matheus, zona leste de São Paulo, Claudemir Cipriano foi atingido no peito por um policial. O bairro tem enfrentado problemas e a intervenção violenta da PM não é a solução para eles.

Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas


Foto: Reprodução/Ponte Jornalismo

SÃO PAULO – Na madrugada desse domingo (26), a Policia Militar efetuo disparos em direção a um baile funk no bairro 5 de Julho em São Mateus, Zona Leste de São Paulo. Um dos disparos atingiu Claudemir Cipriano, cozinheiro de 32 anos que foi ferido no peito e encontra-se internado com a bala alojada. no local.

No mesmo dia houve um samba do time de futebol do bairro até meia noite e em seguida início-se um fluxo de pessoas curtindo som em altíssimo volume. Os moradores afirmam ter ouvido mais de 18 disparos. No relato em vídeo publicado na internet, o PM efetua o disparo com tranquilidade e afirmando que amanhã vai ser preso e pra ele “tanto faz”. Claudemir está internado no Hospital Santa Marcelina, de acordo com seus parentes o hospital ficou cheio de policiais, os quais estão tratando ele como bandido, não o subindo pra sala de cirurgia.

Foto: Reprodução/Ponte Jornalismo

Esse fluxo de funk tem sido constantemente alvo de reclamações de moradores do bairro que tem suas casas no entorno, por conta do som tocar até 5h e as vezes se estender até 8h da manhã com volume super alto. É importante informar que tanto policia que interveem nesses fluxos quanto a que vem fazendo da periferia um campo de extermínio que diariamente abusam do poder são a mesma, tornando- se violenta e assassina.

O bairro de São Mateus não é diferente dessa realidade. Em maio de 2019, na comunidade vizinha, 9 de julho, o jovem Rafael Aparecido Almeida de Souza (Rafinha) de 23 anos, foi assassinado por um policial na porta de sua casa, o qual na época alegou que o jovem tentou pegar sua arma, tal alegação foi desmentida pela comunidade e depois o próprio entrou em contradição, mudando sua versão, a família que seguiu bravamente a denúncia contra o atirador e o estado, passou a sofrer constantes ameaças dos polícias que estrategicamente abordavam familiares e vizinhos, isso tudo para calar a voz de quem luta por justiça. Nesse recente caso, observamos fortes indícios dos mesmos modus operante se repetir para abafar outro crime da instituição militar do Estado de São Paulo.

Lembrando que nenhuma forma de abuso e violência da PM, é considerado como solução, a militarização nunca foi e nunca será solução, isso só piora os problemas, principalmente sobre o atual “fluxo”.

A quebrada, melhor do que ninguém sabe como encontrar soluções, por isso assembleias e reunião com os moradores pra tratar desse problema atual nas periferias são muito importantes. É urgente buscarmos soluções que respeitem os moradores da própria quebrada, não se trata de criminalizar o fluxo de Funk, pois nesses espaços a maioria dos frequentadores são jovens estudantes e trabalhadores que encontram um momento de lazer e diversão, é evidente a presença de atos ilícitos e também é extremamente violento para a comunidade perder a a madrugada de sono com os barulhos das motos e som do carro estralando. Outros moradores acabam encontrando nesses fluxos uma fonte de renda, ou seja, o que está em debate são vidas negras e periféricas que importam, a favela não tem que aplaudir a violência da polícia tampouco desejar a morte daqueles que frequentam o fluxo, temos a certeza que é preciso sim mudar essa lógica, para isso a favela tem que se levantar como protagonista da sua própria história, pois é ilusão para classe trabalhadora esperar soluções desse atual governador de São Paulo, o mesmo que declarou abertamente no período de eleição que iria pagar do seu próprio bolso advogados para os policiais acusados de algum crimes, João Dória enganador, quando assumiu o Estado, simplesmente carimbou ainda mais a violência como solução dos problemas de São Paulo, ao invés de ampliar a participação do povo no debate sobre políticas públicas e estruturais visando melhorar a vida da população pobre e periférica.

A luta para barrar a violência policial é muito grande já que serve a um Governo que tem como ideologia fazer o que for preciso para reprimir a vida cultural da juventude de periferia. Por isso a Unidade Popular junto com Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas MLB caminha junto da quebrada para encontrar alternativas para diversão e lazer dentro das favelas.

Nós somos a força e mudança que desejamos. Só com luta e organização resolvemos qualquer problema nas quebradas que moramos.

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