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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Operários organizados pelo SindMetal param a produção

Organizados pelo SindMetal, os metalúrgicos da empresa Aquasolis, de Mário Campos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, fizeram pela primeira vez, no dia 17 de agosto, uma paralisação contra os abusos e a exploração praticados  pelo patrão.

Os trabalhadores sempre sofreram com assédio moral, desvio de função, falta de higienização dos banheiros, excesso de horas extras, além do não pagamento de insalubridade e periculosidade. Além disso, recebem um dos menores salários da categoria em Minas Gerais. Viviam humilhados pelo patrão, ouvindo xingamentos como “você é um burro”, “você é um merda” etc.

Em fevereiro de 2011, porém, foi fundado o Sindmetal, o sindicato que começou a modificar essa situação. A princípio o presidente do sindicato, Leonardo Zegarra, passou a sofrer forte assédio moral, agressões verbais, desvio de função e até agressões físicas; ameaças como “aqui o problema se resolve é na faca” eram ditas com frequência pelo dono da empresa e por seus encarregados.

No dia 8 de agosto, o cúmulo aconteceu: o dono da empresa, Mário de Lima Ribeiro, agrediu verbalmente o presdiente do Sindicato diante de seus colegas, chamando-o de “bosta”. E, como absurdo maior, o administrador da empresa, Luiz Paulo, partiu para a agressão física: empurrou Leonardo contra uma mesa e ainda lhe fez ameaças como a de “organizar um grupo para espancar o presidente do sindicato”.

Então, como resposta, no dia 17 de agosto, o SindMetal, com o apoio do Movimento Luta de Classes, do SindMassas e do SindMetro, organizou os trabalhadores na porta da empresa e se promoveu uma paralisação. Cerca de 90% dos operários participaram da mobilização. Os trabalhadores cruzaram os braços durante todo o dia e ficaram na porta da empresa, sem entrar. Quando alguém furava a greve, os outros gritavam e chamavam de “fura-greve”, “baba-ovo”, “cobaia” etc. Os operários mostraram ao patrão que, sem eles, não há produção – logo, comandam a empresa.

Mesmo com a pressão dos trabalhadores e com a produção parada, o patrão ainda resistiu em negociar com o sindicato. Mas o que ele não esperava era que a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) iria convocá-lo, naquele mesmo dia, para, no dia seguinte, participar de uma reunião de negociação com a categoria, assim o obrigando a atender às reivindicações dos operários.

Redação MG

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