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quinta-feira, 30 de junho de 2022

Conferência de Mulheres das Américas é lançada em Pernambuco

No mundo inteiro as mulheres estão nas ruas por mudanças sociais, emprego, educação, saúde e contra o corte de aposentadorias e a violência.  Com esse espírito de transformação, o Movimento Mulheres Olga Benário iniciou a preparação da Conferência de Mulheres das Américas que será realizada em São Paulo em maio de 2011, por decisão da Conferência Mundial de Mulheres de Base, que aconteceu em março deste ano em Caracas, Venezuela.

Assim, no dia 22 de novembro, a Casa do Estudante de Pernambuco, no Recife, viu seu auditório lotado com mais de 100 pessoas. O lançamento fez referência ao Dia Internacional de Combate à Violência contra Mulher (25 de novembro), colocando esta questão como tema central do debate que foi realizado.

Guita Kozmhinsky, que dirigiu os trabalhos em nome do movimento, saudou as mulheres presentes resgatando as Irmãs Mirabal, assassinadas na República Dominicana, em 1960, por sua luta contra o governo fascista do presidente Leônidas Trujillo. O Promotor Público Westei y Contte, que fez uma análise do desenvolvimento jurídico que culminou com a criação da Lei Maria da Penha, a qual foi uma vitória do movimento de mulheres.

Em seguida, Fátima Souza, escritora e Secretária de Saúde de Fernando de Noronha, afirmou que a violência contra a mulher é uma questão de saúde pública, referindo-se ao processo histórico e cultural que gerou a opressão da mulher nos primórdios da história da humanidade e que se mantêm até nossos dias.

A secretária estadual da Mulher, Cristina Buarque, prestigiou a atividade com sua presença, fez uma análise antropológica das mulheres no Brasil e afirmou que as mulheres sofrem muitas formas de violência, mas que a violência moral dói tanto quanto a física. Outra questão importante abordada pela secretária foi a dívida social com os negros em nosso pais, em especial com as mulheres negras.

Sandra Tavares, Secretária da Mulher do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, falou da importância da presença feminina em todos os espaços de luta, em especial na luta de classes e na luta sindical.

Elisabeth Araújo, representando o Movimento de Mulheres Olga Benário, falou sobre o nascimento do Movimento a partir das experiências de luta de vários movimentos e convocou todas à luta, afirmando que o Olga Benário foi construído para se somar aos outros movimentos e fortalecer a luta pelo socialismo.

Importantes presenças enriqueceram o evento. Em destaque, Steffany Vilela, presidente da União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco; Marília Novaes, presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco, entre várias lideranças estudantis, sindicais, como José Augusto Santana, presidente do Sindlimp-PE; lideranças do Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas (MLB), como Serginaldo Quirino e Graça Alves, além da Secretaria de Direitos Humanos.

Realizar lançamentos da Conferência de Mulheres das Américas nos estados é uma tarefa prioritária para a realização com êxito da Conferência das Américas. Todas companheiras podem ajudar nesta construção, seja na divulgação, por jornais ou internet, em contatos para a infra-estrutura e principalmente mobilizando o conjunto de mulheres do nosso país, e defendendo o mesmo princípio da comunista Olga Benário “Lutar pelo novo, pelo justo, pelo melhor do mundo”.

Da Redação

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