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sábado, 25 de maio de 2024

Gregos fazem greve geral contra 15 mil demissões

Os trabalhadores gregos realizam uma nova greve geral contra os cortes de gastos e a redução do salário mínimo, impostos pelo governo grego e a União Europeia.

Há cinco anos, os gregos sofrem com a recessão no país e que só faz crescer desde que a política econômica do país passou a ser dirigida pelo Banco Central Europeu e o Fundo Monetário internacional. Hoje, um em cada cinco gregos está desempregado e vários empregados estão com os salários atrasados.

Na  praça central de Atenas, Syntagma, em frente ao Parlamento, os manifestantes gritavam palavras de ordem como: “Não a demissões! Não a cortes de salários! Não a cortes de pensão! Não baixem suas cabeças! Resistam!” O  transporte público ficou paralisado e a maioria das  lojas fecharam suas portas. Os hospitais trabalham apenas em regime de serviços mínimos, e os professores também aderiram massivamente à greve. Tribunais e bancos, tanto públicos quanto privados, permanecem fechados.

30 mil pessoas ocupam as ruas de Atenas, em protesto organizado por sindicatos associados ao Syriza e ao Antarsya e pela Confederação de Sindicatos da Função Pública (ADEDY). Vários confrontos já ocorreram com as forças de segurança gregas, que estão a usar gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

No sábado realizar-se-ão novas concentrações e, no domingo, dia de votação do novo pacote de financiamento no parlamento, movimentos sociais, sindicatos e todas as forças políticas da oposição, com exceção do Partido Comunista Grego, vão reunir-se novamente na Praça Syntagma.

Além da redução do salário mínimo em 22%, o governo  planeja cortes de € 400 milhões em investimentos públicos, € 300 milhões em despesas militares e € 300 milhões com pensões. Estão previstos ainda a demissão  de 15 mil funcionários públicos, que serão colocados em uma “reserva especial”, e redução da força de trabalho em 150 mil vagas até 2015 no caso de novas contratações. Os que estiverem iniciando seu primeiro emprego receberão um salário 30% abaixo do mínimo oficial, de 750 euros.

Da Redação

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