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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

O PCRV e a revolução popular na Burkina Fasso

Em 1º de outubro de 2011, o Partido Comunista Revolucionário Voltaico (PCRV) completou 33 anos. Em 1º de outubro de 1978, os comunistas de Burkina Fasso (antigo Alto Volta, país africano limitado a oeste e a norte pelo Mali, a leste pelo Níger e a sul pelo Benin, e com 11 milhões de habitantes), munidos de uma coragem de ferro, fincaram as bases de seu partido. Depois dessa data, apesar da repressão, das torturas, das prisões, dos assassinatos, das pressões e intimidações de toda a sorte, maquinadas pelos poderes que se sucederam no país, esses comunistas efetuaram um longo e exaustivo trabalho – sem abdicar das ideias revolucionárias e comunistas – no seio da classe operária e das massas populares. O objetivo principal em que o partido está centrado é conscientizar, organizar em torno dele a classe operária, o campesinato, o povo oprimido em seu conjunto, a fim de derrubar a burguesia e substituir seu sistema neocolonial corrompido, falido, por um sistema de sociedade, mais justo e melhor, embasado nos valores do marxismo-leninismo, ou seja, o socialismo científico.

Hoje, o PCRV tem uma atuação nacional. Embora na clandestinidade,  é temido pela burguesia nacional e pelas potências imperialistas instaladas no país. Seus posicionamentos sobre a vida política nacional são sempre aguardados com impaciência pelo povo. Ele está presente no cotidiano no seio das camadas populares do país, no seio dos operários das usinas e das minas, no seio da massa de trabalhadores oprimidos da administração nacional, no seio das mulheres e dos jovens, no seio das forças de defesa e segurança, no seio do campesinato e dos intelectuais do país, no seio da diáspora. Esta atuação nacional só foi possível graças a um trabalho minucioso e paciente embasado nos ensinamentos do marxismo-leninismo.

Os posicionamentos do PCRV encontram-se nas folhas volantes e no órgão político central Bug-Parga ou Takisse ou Jewo-Jema (que significa ‘centelha’ nas três principais línguas do país: moore, dioula e peulh). O PCRV publica igualmente um jornal para as forças de defesa e segurança, intitulado Le Clairon. É um jornal comunista para a formação de homens e mulheres no seio das forças de defesa e segurança. Ele constitui uma ligação entre este componente especial do povo e do proletariado. O PCRV é apoiado no trabalho por uma juventude corajosa, dinâmica e combatente organizada na União da Juventude Comunista Voltaica (UJCHV), que dispõe de seu próprio órgão de informação, O Clarté.

O PCRV é um partido de ação revolucionária

Burkina Fasso é um país neocolonial agrícola atrasado, dominado pelo imperialismo, notavelmente o francês, e é um dos mais pobres do mundo, com uma renda per capita inferrior a US$ 300. Parte integrante do sistema capitalista mundial é, portanto, atingido violentamente pela crise que devasta o sistema capitalista há tempos. Esta crise é tão aguda hoje que os dirigentes dos países capitalistas e seus ideólogos têm revelado ao mundo sua incapacidade de encontrar uma solução viável. A máquina está desgovernada e os condutores tentam inutilmente detê-la. Diante da barbárie desta situação, o proletariado mundial, os povos do mundo devem tomar sua responsabilidade. É neste contexto que o PCR afirma sem ambiguidade que a única via de transformação em favor das massas populares é a substituição do poder da IV República pela Revolução Nacional Democrática e Popular, mediante a Insurreição Geral Armada sob sua direção.

Como o país será governado após a vitória da insurreição e como os problemas institucionais serão resolvidos? Qual é o programa econômico, social e político que será posto em prática para as transformações econômicas, sociais e políticas a serem operadas no país a fim de sair da recessão e tomar a via do progresso social e da modernização?

A estas questões fundamentais e legítimas, que preocupam certa-mente todas as pessoas íntegras do país, o PCV propõe a instauração de um Governo Revolucionário Provisório (GRP). Este governo convocará uma Assembleia Constituinte na qual os membros serão eleitos democra-ticamente pelo povo, mediante eleições livres e transparentes. A Assembleia Constituinte, com todo o suporte do poder revolucionário, terá por tarefa colocar em prática os fundamentos institucionais de uma República Democrática Moderna (RDM), de traduzir por meio das leis as aspirações profundas da classe operária e do povo. Todas estas reflexões do PCR estão contidas no documento intitulado “A República Democrática Moderna” para transferência no site www.pcrv.net.

 O PCRV é um partido internacionalista

O PCRV, desde seu nascimento, tomou consciência de que para pôr fim à burguesia nacional dominante no Alto Volta (Burkina Fasso), que tem o patrocínio material, financeiro e militar das potências imperialistas presentes no país (a França em primeiro lugar), ele precisa necessariamente do apoio dos proletários e dos povos do mundo inteiro. Isso porque, depois de 1978, ele não poupou esforços para desenvolver laços de solidariedade internacional em todo o mundo.

Assim, na região sul do oeste africano, apesar das diversas dificul-dades, desenvolveu relações de trabalho com os partidos irmãos do Benin ( Partido Comunista do Benin, PCB) e da Costa do Marfim (PCRCI). Com a situação caótica que vive a Costa do Marfim, depois de aproximadamente 10 anos, as relações entre o PCRV e o PCRCI demonstraram toda sua importância. Os partidos comunistas da região sul têm interesse de reforçar seus laços de fraternidade e de coordenar suas ações em vista do triunfo da revolução em seus respectivos países. A classe operária e o campesinato pobre dos países da região sul deparam-se com os mesmos problemas. Os partidos comunistas da região sul trabalham para o surgimento de partidos comunistas autênticos nos outros países. No nível africano, o PCRV conserva, depois de muito tempo, bons relacionamentos com o Partido Comunista dos Operários da Tunísia (PCOT). O PCOT, durante muitos anos lutou corajosamente contra o regime de Ben Ali. Ele pagou o preço vigorosamente. Ele tomou parte ativa no movimento popular que derrubou esse regime corrompido, sustentado pelas potências estrangeiras. No nível internacional, o PCRV contribui modestamente no reforço e na reorganização do Movimento Comunista Internacional (MCI), do qual um dos componentes atuais é a Conferência Internacional dos Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML). A CIPOML reagrupa os partidos e organizações marxista-leninistas da África, da Europa e da América Latina.

Extraído de La Forge, França.
Tradução: Alexandre Félix

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