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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Professores de universidades particulares tem direitos desrespeitados

O descaso com a educação e a desvalorização do professor são problemas que não se restringem aos professores da rede pública de ensino. Diversas universidades particulares estão com a remuneração dos docentes atrasada, bem como desrespeitam vários direitos trabalhistas.

Exemplo disso é a Universidade Camilo Castelo Branco (Unicastelo), que impôs um novo plano de carreira aos professores, conduzindo a uma grave redução salarial de até 60%. Além disso, há problemas, ainda, de atrasos no pagamento do FGTS e do décimo terceiro salário de 2010 e 2011.

Os professores se mobilizaram, reivindicando o pagamento dos atrasados, bem como se manifestando contra a redução dos salários. E, em represália, 16 professores que participavam das mobilizações e da organização sindical foram arbitrariamente demitidos.  Ressalte-se que tais professores nem sequer chegaram a receber as verbas rescisórias.

Outras universidades também sofrem com problemas semelhantes. É o caso da UniSant’Anna, na qual os professores  tiveram problemas com atrasos de salário desde novembro do ano passado, bem como com a segunda parcela do 13º e do FGTS atrasado. Também na UniSant’Anna ocorreram diversas demissões.

Na assembleia realizada a portas fechadas no câmpus da universidade, foi firmado acordo na qual a universidade se comprometia a efetuar os pagamentos atrasados até o dia 20 de fevereiro, e os recolhimentos do FGTS em até 30 dias, bem como se comprometia a não mais atrasar os pagamentos.

Contudo o acordo não foi cumprido, segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP): os pagamentos não foram efetuados.

Problemas como estes também estão ocorrendo na Universidade São Marcos e na Universidade Ibirapuera, em que os professores continuam sem receber salário desde novembro, assim como o 13°, e os valores do FGTS continuam sem ser recolhidos

Na Universidade Anhanguera o caso foi de demissãoem massa. Emtodo o Estado de São Paulo as demissões atingem 1.500 trabalhadores.

Assim, observa-se o caos total em que vive a educação em nosso país. Como sempre, quem sofre são os estudantes submetidos à péssima qualidade do ensino privado. Também os trabalhadores, que veem seus direitos, conquistados ao longo de tantos anos de luta, totalmente desrespeitados.

Este é um dos resultados da mercantilização da educação neste país: cada vez mais lucros para as empresas, educação de pior qualidade e precarização do trabalho dos professores.

Raquel Brito, São Paulo

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1 COMENTÁRIO

  1. A situação dos salarios atrasados continua firme e forte. A Ibirapuera não paga seus professores desde abril de 2012. Professores demitidos no final de junho são pressionados a assinar acordo de verbas rescisórias em 23 mêses e os atrasados são incluídos nessanedor tem que nesse pseudo acordo.
    O pior é que o SIMPRO sabe de tudo e nada faz. A Ibirapuera tem que ser denunciadas ao miistério público, o mantenedor tem que ser afastado ou a instituição tem que ser fechada, descredenciada como aconteceu com a São Marcos.

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