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quarta-feira, 6 de julho de 2022

Estudantes de Belo Horizonte param o centro em memória a Edson Luis

Estudantes de Belo Horizonte param o centro em memória a Edson LuisNo dia 28 de março, mais uma vez os estudantes de Belo Horizonte foram às ruas lutar por seus direitos. Relembrando a data da morte do estudante Edson Luiz Souto, covardemente assassinado pela ditadura, o Dia dos Estudantes em Luta foi comemorado por mais de 500 estudantes, organizados pela Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH (AMES-BH), União da Juventude Rebelião (UJR) e diversos grêmios estudantis, que ocuparam as ruas do centro de BH.

A manifestação exigiu a efetiva implantação do meio-passe para todos os estudantes e o fim da burocracia criada pela prefeitura para impedir que os estudantes tenham acesso ao direito. “Como a prefeitura diz que vai atender os 90 mil estudantes de ensino médio público em Belo Horizonte, sendo que até agora 500 cartões foram feitos. A prefeitura ainda diz para os estudantes que solicitam o meio-passe que o prazo de resposta é de 90 dias. Com 3 meses de falta o estudante é reprovado. Cadê o compromisso com a educação”, cobra Gladson Reis, presidente da AMES-BH.

Os estudantes cobraram também mais investimento na educação pública, com o fim do pagamento da dívida pública. “A luta pelos 10% do PIB para a educação é uma bandeira central, pois hoje menos de 3% do orçamento é investido na área. Mas entregando 45% do orçamento para banqueiros através do pagamento da dívida pública é impossível colocar essa bandeira em prática” afirmou Thamires Duarte, presidente do grêmio do CEFET-MG e coordenadora da FENET.

“É importante darmos essa mostra de combatividade nesse dia 28 de março e relembrarmos a morte de Edson Luis e de vários outros estudantes mortos na ditadura militar porque mesmo com o fim da ditadura ainda é grande a repressão ao movimento estudantil” denunciou Cassio Reis, estudante do Estadual Central, escola em que dois diretores da AMES-BH foram presos a mando da direção por organizarem o movimento estudantil.

A passeata seguiu até a porta da prefeitura e, apesar do nó no transito do centro de BH, teve grande apoio da população de Belo Horizonte.

Redação MG

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