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quinta-feira, 30 de junho de 2022

Espanhóis pagam o desmoronamento do gigante Bankia

Espanhóis pagam o desmoronamento do gigante BankiaBankia, um dos gigantes da banca espanhola nacionalizado na semana passada devido ao risco de falência, continua a perder valor. As ações caíram 70 por cento num ano e empurraram a Bolsa de Madrid para o nível mais baixo do ano.

Segundo informações transmitidas pela imprensa espanhola, o banco vale hoje bastante menos que entidades normalmente de menores dimensões e, embora o governo o desminta, há sinais de fugas de depósitos principalmente por parte dos pequenos poupadores. As quedas em bolsa, que vão em dez sessões consecutivas, não são maiores porque o banco está a comprar ações próprias, agora recorrendo ao dinheiro dos contribuintes.

Numa época em que estão sujeitos a cortes brutais de salários e direitos sociais e também a um desemprego que ronda os 25 por cento, os cidadãos espanhóis são agora forçados pelo governo Rajoy a tentar estancar o desmoronamento de um gigante bancário devido a má gestão, a pretexto da crise, depois de há duas semanas o presidente do banco, Rodrigo Rato, ter se demitido.

Durante a manhã de quinta-feira as acções de Bankia chegaram a perder mais de 29 por cento, para 1,17 euros, e só a compra em massa feita pelo próprio banco forçou alguma recuperação.

O Bankia fizera há menos de um ano uma oferta pública de subscrição muito concorrida por pequenos poupadores, que compraram títulos a 3,75 euros e que agora valem cerca de 1,17, uma perda de 68 por cento. O valor de Bankia em bolsa é agora menor que os três mil milhões de euros que os aforradores então investiram, valendo cerca de 2700 milhões, bastante menos que bancos considerados pequenos como o Banco Popular e o Banco de Sabadell, cujo valor em bolsa é de 3500 milhões de euros.

Fonte BE Internacional

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