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segunda-feira, 4 de julho de 2022

A educação superior é um direito de todos

Dos dias 28 de maio a 16 de junho, ocorreram as inscrições para mais uma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O exame serve para selecionar estudantes que terão bolsas de estudos integrais ou parciais em instituições de ensino superior privadas, através do Prouni, e acesso às universidades públicas. Neste ano, o Enem bateu recorde no número de inscrições, chegando a 6.497.466 inscritos, um crescimento de 4,4 % em relação a 2011.  Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), o estado com maior número de inscritos é São Paulo (1.068.517) e o menor é Roraima, com 17.603.

Segundo censo do MEC, em 2011, foram disponibilizadas pouco mais de três milhões de vagas na educação superior, e, neste ano, o número não deve crescer muito. Portanto, podemos ter a certeza de que metade dos estudantes inscritos no Enem, que sonham em entrar numa universidade, terão seu sonho adiado mais uma vez.

Fica claro, assim, que não adianta mudar o caráter ou o conteúdo da prova que seleciona os estudantes, em relação aos vestibulares tradicionais. O problema da falta de vagas no ensino superior continua e tem crescido.

A garantia de acesso da juventude brasileira às universidades só se dará quando o Governo decidir priorizar a educação, construir mais universidades públicas e garantir boas condições de estudo e trabalho para toda a comunidade universitária, colocando como perspectiva imediata o fim do vestibular e o livre acesso à universidade.

A União da Juventude rebelião, há 15 anos, vem realizando debates, atos e passeatas em todo o país pelo fim do vestibular e o livre acesso à universidade. Acreditamos que todas as mudanças que têm acontecido no processo de ingresso nas universidades são fruto da luta, e temos a certeza de que muitas lutas ainda precisarão ser travadas.

Precisamos aumentar as ações nesta campanha tão importante, realizar mais atos, mais passeatas, ocupações de universidades para que, assim, possamos conquistar nossos objetivos.

Gilberto Araújo, militante da UJR

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1 COMENTÁRIO

  1. Concordo com o acesso de todos ao ensino
    superior contudo, com critérios de admissão, visando garantir a qualidade
    dos formados, evitando que a educação superior chegue aos
    esdrúxulos resultados da educação básica média nacional, situação que se
    desenvolveu a partir do momento em que se acabou com os exames de
    admissão.

     

    Esta é uma temática ou questão bastante controversa,
    polêmica e filosoficamente sem solução mas, vale a pena ser considerada antes
    de uma defesa velada pelo livre acesso, não criteriosa, a educação superior no
    país.

     

    Em minha visão, alunos despreparados para a academia educacional superior poderiam
    ser sérios candidatos ao abandono de curso bem como, dos seus sonhos
    acadêmicos. Percebo que o indivíduo que entra prematuramente na universidade
    poderá passar por interferes que se ele adentrasse em um momento de maior
    maturidade acadêmica.

     

     

    Quem quiser comentar ou me convencer que o livre
    acesso é a solução para a educação superior brasileira, com qualidade, mande
    uma cópia do post para meu e-mail ([email protected] yahoo.com.br )

     

    Obs.: .Sou graduado em Administração,
    biologia e teologia, com especialização em metodologia do ensino superior e
    analises clinicas, com mestrado livre em teologia, sempre fui engajado no
    movimento estudantil, que estimo e contemplo com muito louvor.

     

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