UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

sábado, 3 de dezembro de 2022

Universidade paulistana ataca direitos trabalhistas

Na  (Unicastelo), situada no bairro de Itaquera, Zona Leste de São Paulo, realizou-se uma greve de professores que denunciou o desrespeito a direitos trabalhistas básicos pela Reitoria e pela mantenedora da instituição. Na época, a universidade alegou que a falta de pagamento ocorreu em razão do bloqueio dos recursos da instituição devido a uma decisão judicial proferida por conta de dívidas tributárias da gestão anterior, que saíra do comando em 2005.

Em março deste ano, a reitoria da universidade demitiu a coordenadora do curso de Pedagogia e mais três professores, e destituiu de forma arbitrária a representação sindical legitimamente eleita, fragilizando e inviabilizando as pautas coletivas. Assim como demitiu  a coordenadora do curso de Serviço Social, cujo colegiado de professores e de alunos esteve à frente da organização da greve. Além das demissões, a instituição ainda começou uma perseguição aos professores e alunos que se opuseram a essas medidas, numa tentativa de impedir o enfrentamento dos trabalhadores e estudantes inconformados com o descaso da universidade.

Agora, no final do primeiro semestre letivo, a coordenação do curso de Serviço Social tem articulado junto à reitoria o desmonte do curso. Em uma carta publicada, professores denunciam que a coordenadora do curso de Serviço Social da Unicastelo, a pedido da Reitoria, está convocando individualmente os professores do colegiado de Serviço Social a responderem e definirem o Plano de Carreira proposto diretamente no projeto pedagógico do curso de Serviço Social de defesa dos direitos sociais historicamente construídos e conquistados pela classe trabalhadora. Segundo os docentes, o plano de carreira proposto representa uma perda real de até 50%, a depender do salário inicial e caso não o assinem.

Tal medida tem como único objetivo aumentar o lucro da instituição mantenedora, através da exploração dos trabalhadores e da precarização do ensino, já deficiente pela falta de investimento na pesquisa e extensão e na bibliografia básica dos cursos. Situação semelhante tem ocorrido em outras universidades privadas inseridas numa lógica mercantil, em que a educação se torna mais uma mercadoria. Assim a universidade não passa de mais uma empresa, que principalmente num momento de crise, diminui gastos, colocando a conta de tudo sobre os trabalhadores, pouco se importando com a qualidade do ensino, tornando-o cada vez mais tecnicista, com o único objetivo de capacitar a mão de obra para o mercado de trabalho.

Por isso, precisamos lutar por ensino superior universal, público e de qualidade para os trabalhadores.

Estudantes da Unicastelo da Zona Leste de São Paulo

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