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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Gratificação dos professores do Rio ameaçada

Neste mês de agosto o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) tem uma nova diretoria, eleita nos dias 26, 27 e 28 de junho, em todo o Estado. Mais de 16 mil filiados votaram e elegeram a direção central e os núcleos regionais do Sepe. A Chapa 1, “Sepe na Escola” venceu com 40% dos votos, composta por militantes do PCR, PSOL e PCB, além de outros profissionais da categoria. Na cidade de Caxias, a chapa 1 obteve 74% dos votos. O processo de composição da diretoria do sindicato é proporcional.

O Sepe representa os professores e funcionários das redes estadual e municipal de todo o Estado do Rio de Janeiro e esta foi a primeira vez que o Movimento Luta de Classes compôs sua direção, integrando a diretoria central e os núcleos de Duque de Caxias e Macaé.

Esta nova gestão tem o compromisso de levar à frente a luta da categoria, já que os ataques do governo estadual são muitos.

O ano letivo iniciou-se com o fechamento de escolas, o que impossibilitou o acesso dos estudantes à educação e deixou muitos professores sem escola para trabalhar. No mês de maio, o governador entrou na justiça para retirar nosso triênio (gratificação de adicional por tempo de  serviço). E, além disso, o assédio moral tem sido uma constante por parte da Secretaria de Educação. O governo ainda organizou uma manobra para anunciar que deu reajuste salarial, quando apenas antecipou parcelas do acordo anterior, o que fez, na prática, que os professores tivessem este ano reajuste zero.

Por tudo isso, é fundamental que o sindicato se aproxime cada vez mais da categoria, promovendo as lutas necessárias para conquistarmos uma educação emancipadora, que possa desenvolver de fato o ser humano.

Gabriela Gonçalves, diretora do Sepe-RJ e do MLC

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