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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Servidores se levantam por reposição salarial

 Com os salários congelados há três anos, e uma grande precarização das condições de trabalho do serviço público, cerca de 350 mil funcionários de 26 setores entraram em greve para garantir suas reivindicações, que são principalmente reposição salarial e reestruturação da carreira.

O governo federal vem anunciando na mídia um aumento de 45% para os professores federais, porém a realidade é que essa é uma proposta de reajuste sem ganhos reais para 90% dos professores universitários, parcelado em 3 anos, além disso diz ser impossível negociar reposição salarial dos técnicos-administrativos, pois o país está passando por uma grande crise financeira.

Essa crise que infelizmente só tem resultados negativos para os trabalhadores, pois ano a ano o governo federal vem cortando verba das áreas sociais como saúde e educação e precarizando o serviço público, mas vem mantendo com muita rigidez o pagamento da dívida pública com mais de 45% do orçamento da União, que já foi paga incontáveis vezes aos banqueiros do país.

Não satisfeitos com a proposta do governo, nos dias 16 a 20 de julho foi realizado um acampamento em Brasília, para pressionar o Governo Federal para atender as reivindicações dos grevistas.

Outro setor que vem participando ativamente das mobilizações de greve, são os estudantes, que também aderiram ao movimento e estão acampados em Brasilia não só para apoiar as reivindicações dos servidores públicos federais, mas também para adendar reivindicações a pauta da greve, mais verbas para a Assistência Estudantil e a melhoria imediata da situação estrutural e de cursos de diversas unidades das Universidades, Institutos Federais e CEFET’s.

No dia 18 de julho uma grande manifestação, com mais de 15 mil pessoas vindas de todos os estados do Brasil, marcou o acampamento, mas a combatividade dos Servidores Públicos Federais e estudantes não parou por ai, na madrugada do dia 19 os manifestantes bloquearam a entrada do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e condicionaram sua saída a uma reunião com o ministério, que aconteceu com a presença das entidades representativas dos trabalhadores e um representante dos estudantes.

Presentes nessa reunião o Secretário Executivo Adjunto do MPOG, Valter Correia da Silva e o Secretario de Relações do Trabalho, Sergio Mendonça, se comprometeram em nome do Governo Dilma apresentar até o dia 31 de julho uma proposta em relação a pauta geral apresentada.

Está provado, o único caminho para a conquista é a luta. A determinação dos trabalhadores do funcionalismo público federal foi fundamental para arrancar esse compromisso do governo, com o encerramento do acampamento, a greve deve se intensificar em cada estado, para conquistar as reivindicações dos servidores públicos federais.

Ana Gabriela, militante do PCR

 

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