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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Trabalhadores enfrentam autoritarismo da CEMIG

Nos últimos anos, a Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG, empresa estatal que detêm o monopólio de distribuição de energia no Estado, tem adotado medidas como a retirada de direitos, avaliações de desempenho tendenciosas, redução de quadro de pessoal e perseguição a trabalhadores e diretores do sindicato da categoria, o Sindieletro.  A direção da empresa chegou ao  absurdo de contratar um grupo de “segurança” privado, comandado por um sujeito que atende pela alcunha de Amílcar e que carrega a tira-colo uma dezena de ex-militares que operaram à época da ditadura. Para esse serviço sujo, o  chefe Amílcar recebe salário de 7 mil reais.

A população também paga por essa gestão da empresa que tem como objetivo maior a maximização dos lucros para os acionistas: aumento do tempo de interrupção de energia e da frequencia dos desligamentos;  o aumento da terceirização e pagamento de uma das contas de energia mais caras do mundo. Benefícios apenas para os acionistas, que levam quase todo o lucro da empresa (mais de 2 bilhões de reais por ano). Apesar de ser o estado o seu principal acionista, com 51% das ações com direito a voto, as ações com direito a lucros estão nas mãos dos outros acionistas, que levam 76% do lucro e quase metade dessa bagatela vão para os acionistas estrangeiros, o que mostra que o mercado de ações nada mais é do que uma forma de manter a colonização à distância. Outro acionista que tem se dado muito bem com a gestão da empresa (vale lembrar que o governo do estado está nas mãos do PSDB) é a empreiteira Andrade Gutierrez, que “comprou” 1/3 das ações da CEMIG em 2010 numa ação entre os amigos Sérgio Andrade (dono da empreiteira) e o então governador do estado e atual senador Aécio Neves. Aliás, a  Andrade Gutierrez é uma das principais financiadoras de campanha eleitoral no estado de Minas Gerais.

Por denunciar sistematicamente estas falcatruas na empresa, a organização dos trabalhadores tem sofrido diversos ataques.

No último mês, quatro  trabalhadores foram demitidos da empresa: três são membros da CIPA e 1 é diretor de sindicato e técnico em segurança do trabalho, todos são concursados e com tempo mais de 20 anos de dedicação à empresa. Todos os trabalhadores demitidos são lideranças na base e têm se manifestado sistematicamente contra a gestão entreguista da empresa. No dia seguinte às demissões, os trabalhadores responderam com a paralisação imediata das atividades. O sindicato tem tomado todas as medidas possíveis para reverte às demissões, mas a empresa insiste em jogar o processo para o judiciário que, em Minas Gerais, sempre se manifesta a favor dos patrões.

Não vamos permitir que a CEMIG e sua gestão terrorista implante a lógica da demissão em empresa pública, não respeitando sequer o direito a estabilidade dos membros de CIPA e diretores de sindicatos.

Vamos continuar denunciando o saque às riquezas produzidas pelos trabalhadores e a farra com dinheiro público feita pela direção da empresa e pelo governo do estado.

Jobert Fernando de Paula, diretor do Sindieletro-MG

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1 COMENTÁRIO

  1. Poxa companheiro! Pensava que ai na CEMIG eram só flores mas pelo jeito não está tão diferente da nossa Região aqui meu caro! Eu sou um servidor da CELG (goiás) e o terrorismo tá implantado aqui! Tudo é corte de gasto, PDV e coisas do tipo mas devemos endurecer o discusso e continuar na luta! Desejo sorte a vocês!

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