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domingo, 2 de outubro de 2022

Terceirização mata 16 trabalhadores petroleiros em um ano

Terceirização na PetrobrasDe setembro de 2011 a setembro de 2012, a Petrobrás contabilizou 18 mortes por acidente de trabalho. Das quais, 16 de trabalhadores terceirizados. O último assassinato das empresas terceirizadas ocorreu no dia 13 de setembro, em Sergipe.

A Petrobrás hoje é a terceira maior empresa de energia do mundo. Uma das maiores empresas da América Latina e do Brasil. Uma verdadeira gigante, quando se diz respeito a financiamento interno no Brasil e propulsora da economia, em especial após a descoberta da camada pré-sal, que se tornou o motivo de sonhos e desejos de vários países imperialistas.

A empresa, desde a famigerada lei 9478/97, que acabou com o monopólio estatal do petróleo, abriu de vez as portas para a terceirização. Hoje, já se identifica um alto nível de terceirização em diversos setores, alguns destes estratégicos: alimentação, análise laboratorial, Almoxarifado, Cimentação e complementação de poços, Montagem e construção de projetos, informática, limpeza predial, manutenção (predial, mecânica, caldeiraria, soldagem, elétrica, instrumentação, refratários, isolamentos térmicos e de inspeção de equipamentos), movimentação de cargas, perfuração e perfilagem de poços, operação de sondas, serviços médicos e administrativos, transporte, utilidades e vigilância.

Estima-se que mais de mil empresas prestam serviços a Petrobrás. Em duas de suas refinarias, a terceirização representa mais de 70% dos trabalhadores. No setor de análise de amostras, chega ao absurdo de 80%. A terceirização na Petrobrás desde 1995 já matou mais de 300 trabalhadores. Inúmeros são os trabalhadores que foram mutilados e invalidados.

Esse quadro da terceirização nos mostra claramente qual o caminho a seguir: desenvolver uma campanha nacional pelo fim das terceirizações, tanto nas atividades fins como nas atividades meio.

A terceirização representa, no fundo, a superexploração da força de trabalho, ceifando direitos trabalhistas e impedindo a capacitação adequada dos trabalhadores. O resultado: cada vez mais acidentes e mortes de trabalho.

A melhor forma de acabar com a mazela da terceirização na Petrobrás e no Brasil é organizar esses milhares de trabalhadores para lutar por melhores condições de trabalho, capacitação profissional e salário decente.

Vanieverton Albuquerque
Fonte: Observatório Social 

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