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domingo, 25 de setembro de 2022

UJR realiza ativo universitário em Carpina

Segundo dados do governo, o Brasil tem 50 milhões de jovens com idade entre 18 e 29 anos, e, destes, apenas 15% estão no ensino superior brasileiro, sendo que 75% estão nas universidades privadas que, na maioria das vezes, não oferecem um ensino de qualidade nem pesquisa e muito menos extensão universitária. Para deixar pior a situação, a política de assistência estudantil do governo para as universidades federais deixa desamparada a maior parte dos estudantes que necessitam dessas políticas para continuar seus cursos, principalmente em relação a moradia, alimentação e bolsas. O resultado desse imenso descaso com a assistência estudantil é o crescimento da evasão escolar nos bancos universitários para 21%, nos últimos dez anos, de acordo com o Inep.

Para transformar essa realidade, a União da Juventude Rebelião (UJR) realizou, nos dias 12, 13 e 14 de outubro, na cidade de Carpina, PE, o ativo nacional universitário da UJR, em que se reuniram os militantes universitários da Rebelião para discutir a intervenção na atual conjuntura.

Um importante debate no ativo nacional foi a atuação nos forúns da União Nacional dos Estudantes (UNE) e, mais particularmente, no 14º Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) que se realizará no Recife nos dias 18, 19, 20 e 21 de janeiro de 2013. Num momento em que a Comissão Nacional da Verdade investiga os crimes cometidos pelos agentes do Estado brasileiro contra o povo, a juventude e a democracia, o Coneb será um importante momento, pois, por proposta da UJR, nele ocorrerá um ato político de formação da Comissão da Verdade da UNE, que será responsável por investigar os mortos, perseguidos e desaparecidos estudantes do período da ditadura, pressionando assim a Comissão Nacional a descobrir os assassinos de Honestino Guimarães, Manoel Lisboa e tantos outros. Neste mesmo Coneb será discutido um novo projeto de reforma universitária que a UNE passará a defender como projeto de universidade.

Infelizmente, nos últimos anos, a maior parte da diretoria da UNE tem apoiado políticas  desastrosas sobre os rumos da educação em nosso país, como é o caso da defesa incondicional do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Passados cinco anos de sua implementação, com a criação da Comissão de Acompanhamento da Expansão nas Universidades Federais, da qual fazemos parte representando a entidade, fica evidente que este programa não foi capaz de atender às demandas da universidade brasileira e muito menos de resolver o problema da exclusão a que está submetida a juventude brasileira.

Também a União Nacional dos Estudantes tem perdido apoio nas universidades públicas por conta dessa desastrosa política de blindar o governo sempre que os estudantes e a juventude entram em confronto com as políticas que vão de encontro às suas expectativas. Foi o caso da última greve nas universidades federais, que durou mais de cem dias e que, não fosse pela ativa participação dos diretores ligados à UJR e da oposição, não teria presença da entidade, visto que os estudantes em greve foram abandonados pela direção da UNE, pois estes sumiram das universidades no momento em que os estudantes mais precisavam de sua entidade máxima.

É por estas e outras razões que o ativo nacional da UJR convoca todos os seus militantes, aliados e simpatizantes a lutarem por uma UNE rebelde e combativa ao lado dos estudantes!

Yuri Pires, primeiro-vice-presidente da UNE

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