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terça-feira, 5 de julho de 2022

Camilo Cienfuegos, chefe do Exército Rebelde Cubano

CienfuegosEm primeiro de janeiro de 2013, comemorou-se o 54° aniversário do triunfo da Revolução Cubana. Como principais responsáveis por tal triunfo, podemos citar Fidel Castro, Raúl Castro, Juan Almeida, Celia Sánchez, Vilma Espín, Ernesto Che Guevara e Camilo Cienfuegos. Dentre eles, merece especial destaque o papel de Camilo, uma vez que assumiu o comando do Exército Rebelde após o triunfo da Revolução.

Autêntico herói popular, nascido em Havana, em 7 de fevereiro de 1932, sua curta vida de 27 anos foi muito parecida à de muitos jovens de sua geração: terminou a escola primária superior e tratou de seguir estudos de artes plásticas na Escuela de San Alejandro. A impossibilidade de continuar seus estudos frustrou nele sua vocação artística.

Emigra para os Estados Unidos, em busca de melhorar sua condição econômica. Limpa pisos e cristais, além de trabalhar como empacotador. Quando regressa a Cuba, participa de ações estudantis contra a tirania de Batista e, em uma delas, é ferido por uma bala.

Regressa aos Estados Unidos e dali parte para o México, com a intenção de se incorporar ao Movimento 26 de Julho, cujo idealizador era Fidel. Expedicionário do Granma, desembarca em Las Coloradas e é um dos 12 sobreviventes que sobem a Sierra Maestra. Destaca-se como um dos melhores guerrilheiros e fica encarregado de levar a guerrilha às planícies de Bayamo. Sua valentia e força frente ao inimigo o coroam de glória. Depois disso, foi atribuída a Camilo a histórica missão de levar, até o Ocidente, a Coluna 2 Antonio Maceo – que recebeu esse nome em homenagem ao chefe do exército libertador de Cuba na Guerra de Independência no século XIX.

Juntamente com Che, aniquila o poderio militar de Batista no centro de Cuba e recebe a missão de avançar para Havana e tomar a liderança do exército inimigo.

Fiel à sua origem de classe e desde seu honroso cargo de chefe do Exército Rebelde, diz: “… o trabalhador quer armas e nós, o Exército, vamos dar aos trabalhadores essas armas […], os operários querem instrução militar e nós daremos a esses operários instrução militar”, pois “o Exército Rebelde é o povo fardado”.

Em 1959, devido à traição de Hubert Matos, na província de Camaguey, Camilo foi para lá a fim de deter as forças contrarrevolucionárias e solucionar politicamente os resíduos e sequelas da confusão gerada pela manobra traidora. Em 28 de outubro, quando regressava a Havana, em um voo, Camilo foi vítima de um acidente aéreo devido a falhas técnicas na aeronave.

Desaparecido entre a tempestade e o mar, deixa seu vivo exemplo revolucionário. Camilo é, e sempre será, esse modelo do máximo que pode dar uma pessoa entregue à causa revolucionária, e que se define em uma palavra: Vanguarda.

Diogo Belloni, militante da UJR

Fontes:
William Gálvez, Camilo, señor de la vanguardia, La Habana, 1979.
Antonio Núñez Jiménez, En marcha com Fidel – 1959, La Habana, 1982

Eu canto, porque não está certo
Que você esteja morto, Camilo.
Eu canto, porque você está vivo
E não porque você está morto

Canto a Camilo, de Carlos Puebla

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