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quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Chega de golpes na UNE!

Durante os dias 8, 9 e 10 de março, será realizado o 61º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg) da União Nacional dos Estudantes (UNE), na cidade de São Paulo. Com o primeiro dia dedicado a um seminário de assistência estudantil, a principal motivação do fórum é a discussão e convocação do 53º Congresso da UNE.

Nos últimos anos, o Coneg tem se realizado entre fins de março e começo de abril, mas a direção majoritária da entidade resolveu adiantar em um mês a realização deste fórum para antecipar o Congresso da UNE para maio e início de junho (45 dias em relação à data do último congresso).

Com essa alteração, os estudantes terão apenas 10 ou 11semanas para realizar os debates e a mobilização nas universidades para eleger os delegados de base. Lembrando que, nesse período, haverá férias na grande maioria das universidades federais do País por causa da greve de 2012, que alterou os calendários acadêmicos, bem como provas nas universidades particulares.

Fica claro, assim, que a direção majoritária da UNE pretende impedir uma ampla discussão sobre sua atual gestão, em especial sobre sua ausência das principais lutas estudantis. De fato, a atual direção da entidade esteve ausente da maior greve dos últimos anos nas universidades federais, à exceção da presença dos diretores eleitos pelas teses Rebele-se e da Oposição de Esquerda.

Portanto, o que pretende a direção majoritária da UNE é impedir que a sua conciliadora política para a entidade seja ampla e democraticamente debatida entre o conjunto dos estudantes universitário do Brasil, nas bases, em cada processo de eleição de delegados, forçando processos curtos e num período difícil para o debate. O resultado: na prática, não teremos um congresso democrático, que cumpra a função de organizar os estudantes brasileiros para lutar por seus direitos e por uma universidade melhor.

Por isso, nós da tese Rebele-se, defenderemos no Coneg que o Congresso seja realizado em julho, como ocorreu nos últimos anos, garantindo que tenhamos tempo necessário para um rico debate sobre os rumos da UNE.

Yuri Pires,
vice-presidente da UNE

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