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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Oaxaca volta a ser palco de grandes batalhas

Presos políticos de Oaxaca

Dois dias após dezenas de prisões havidas durante as manifestações de 1º de Maio no Estado de Oaxaca, México, as polícias estadual e municipal voltaram a atacar os manifestantes que se encontravam acampados nas instalações da Procuradoria Geral de Justiça do Estado, na Cidade Administrativa, exigindo a libertação dos presos políticos. Foram presos arbitrariamente Citlali Orea Santiago e os dirigentes, Florentino López Martínez, Presidente Nacional da Frente Popular Revolucionaria (FPR), e o professor Germán Mendoza Nube, dirigente histórico e fundador da organização, que apesar de sua condição física e de encontrar-se em cadeira de rodas, foi brutalmente espancado pelos covardes elementos da AEI, pretendendo com isso quebrar sua indomável força e têmpera comunista.

Com a agressão aos manifestantes e a detenção de três dos principais dirigentes da FPR, o governo de Gabino Cué Monteagudo confirma sua posição de classe e seu reacionarismo a serviço do governo do PRI, revelando à opinião pública não ser um governo “democrático e de mudança” conforme se declarava e rompendo de fato com o movimento sindical e popular oaxaquenho.

Ainda está bem viva para o povo de Oaxaca e de todo o México a violenta repressão sofrida pelos trabalhadores daquela região, em 2006/2007, que acabou em mortes, assassinatos e centenas de detenções, mas, também, com um levante popular que interrompeu a escalada de violencia,marcando mais uma página na história de resistencia e luta pelos seus direitos do povo mexicano. As intenções, agora, não se mostram muito diferentes daqueles dias. O governo prepara uma nova ofensiva contra a classe operária, o magistério, os povos e as organizações sociais que manifestam repúdio às Reformas Estruturais do Regime, aos megaprojetos de extorsão e saque em mãos do imperialismo e da repressão e ao terrorismo de estado.

Esta nova ofensiva da reação e do fascismo em Oaxaca tem claros objetivos em curto prazo, d acordo com a FPR:

  • A desarticulação do processo da Frente Única de Luta que vem se gestando entre o magistério do SNTE-CNTE, os sindicatos do FUSION, os povos que lutam contra os megaprojetos mineiros e eólicos, os coletivos libertários, as organizações sociais e as ONG´S.
  • A criminalização do protesto social e sua satanização midiática a fim de justificar uma repressão maciça de terríveis proporções, gerando um novo banho de sangue como em 2006-2007; assim o confirmam a repressão ao movimento popular em Álvaro Obregón, Juchitan, Oaxaca, São José do Progresso, etc.
  • A repressão seletiva, assim como a detenção, desaparecimento e extermínio físico dos líderes do povo, dos sindicatos democráticos e das organizações revolucionárias; esperando com isso desatar o terror e gerar dispersão entre as forças populares.
  • A imposição a todo custo das Reformas Estruturais, dos megaprojetos e demais políticas antioperárias e antipopulares, a fim de aniquilar por completo os direitos sociais e as conquistas trabalhistas que os povos e os trabalhadores obtiveram com suas lutas.

Frente à imediata resposta promovida pela FPR, com ações de massa exigindo a libertação dos 20 presos do dia 1º de Maio, os camaradas Citlali Areja Santiago, Florentino López Martínez e Germán Mendoza Nube foram liberados.

No entanto, a repressão por parte da polícia estadual e da AEI continua em Tehuantepec, onde militantes estão sendo perseguidos pelo regime.  A direção da FPR já informou que não retrocederá até ver todos os presos políticos de 1° de Maio libertados, tampouco abaixará as bandeiras nem tolerará mais agressões contra a FPR, nem contra o conjunto do movimento sindical e popular e, com o intuito de fortalecer a luta, trabalha junto com as outras organizações em luta pela constituição da Frente Única de Luta, em 11 de Maio, em Oaxaca.

De acordo com a FPR, é necessário redobrar os esforços para a construção da Frente Única de Luta em Oaxaca, sair às ruas contra os inimigos do povo, fortalecendo o processo de unidade em nível nacional até obter a conformação da Frente Única de Todo o Povo, que derrube o regime burguês e instaure um Governo Provisório Revolucionário de Operários e Camponeses Pobres, que convoque uma Assembléia Nacional Constituinte, para discutir, aprovar e promulgar uma Nova Constituição a serviço do povo e que construa uma República Democrática Popular Antiimperialista e Antifascista.

Redação – Rio de Janeiro

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